Pela segunda semana, reitoria da USP está de portas fechadas

Manifestantes são terceirizados da limpeza e funcionários contrários à transferência para fora da Cidade Universitária

Estadão.edu

18 Abril 2011 | 11h05

Pela segunda semana seguida, o acesso à reitoria da Universidade de São Paulo permanece fechado por piquetes.Dois tipos de grevistas estão em frente ao local: terceirizados do setor de limpeza e contratados da USP contrários à transferência para prédios fora da Cidade Universitária.

 

Os terceirizados, que não receberam salário em março, vivem um impasse. A universidade depositou os salários em juízo. Membros do sindicato de trabalhadores da USP (Sintusp) reivindicam depósito direto para os funcionários.

 

Em unidades como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), houve denúncias de vandalismo e o lixo se acumulou pelo chão. A direção chegou a suspender as aulas e emitiu nota repudiando a sujeira deixada pelos manifestantes, embora tenha ressaltado apoiar a reivindicação dos terceirizados sem salário.

 

Sobre a transferência, a reitoria emitiu nota justificando que é temporária e necessária para reformas em prédio no câmpus.

 

Já o Sintusp diz acreditar que se trata de uma mudança definitiva, parte de uma manobra para desarticular os funcionários.

 

"Já foi uma parte (dos funcionários) para a 15 de novembro, no Banco do Brasil. Eles vão ficar por dois anos lá. Está indo outra parte para a Corifeu, também é definitivo. E para Santo Amaro também é", diz Anibal Cavali, diretor do sindicato. "O movimento impediu que isso fosse feito efetivado."

 

Para o sindicato, a manobra de transferência ocorreu um mês antes do período das greves de propósito.

"Ele tira setores importantes, a reitoria tem 800, 900 funcionários. Ele sabe que quando tem greve afeta o trabalho da reitora. Deslocando essa parte vital, a situação é minimizada."

A reitoria nega que esteja tentando desarticular o movimento. Segundo a assessoria do órgão, as reformas da antiga reitoria, que voltará a ser ocupada, vão ser concluídas em 2013.

 

Neste ano, ao todo 425 funcionários serão transferidos do câmpus para prédios externos. A maioria voltará à USP, com exceção dos que trabalham no setor de tecnologia, que vão ficar no centro empresarial, em Santo Amaro.

 

A universidade pretende que seus backups fiquem fora da Cidade Universitária, por questão de segurança.

 

Atualizado às 11h59.

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.