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Pegando a rota inversa

Alunos de programas de MBA estrangeiros vêm ao Brasil para conhecer mercado e cultura

Carlos Lordelo, Estadão.edu

31 Maio 2011 | 02h03

Os alunos brasileiros de MBA não são os únicos que buscam aprofundar a formação em temporadas de estudos no exterior. Com os olhos do mundo voltados para cá, escolas de negócios do País recebem estrangeiros interessados em ver de perto nosso desenvolvimento econômico e conhecer empresas líderes de mercado.

 

Este mês, um grupo de 18 alunos do MBA da Lake Forest Graduate School of Management, de Chicago, EUA, teve uma semana de atividades em São Paulo. Eles vieram com uma tarefa: desenvolver projetos de consultoria para companhias brasileiras. No último dia, apresentaram suas ideias para uma mesa composta por diretores da empresas e professores da Lake Forest e da Business School São Paulo (BSP), parceira da iniciativa.

 

“Sugerir mudanças diante de um problema real é uma experiência impactante para a carreira dos nossos alunos”, diz Erica Wilke, responsável pelos Programas Internacionais da Lake Forest. “A consultoria abre novas perspectivas que não necessariamente são observadas no mercado doméstico.”

 

Segundo o gerente de serviços de TI Krunal Shah, de 27 anos, a temporada de estudos no Brasil vai ajudá-lo a trabalhar no projeto de expansão de sua empresa para a América Latina. Funcionário da Allstate, uma das maiores seguradoras de carros e propriedades dos EUA, Shah ficou impressionado com o pujança econômica do País. “O nível de industrialização me surpreendeu, além da quantidade de carros – e o trânsito – de São Paulo.”

 

O gerente de desenvolvimento de mercado Hansy Charlier, de 43, aproveitou o estágio na BSP para aprender os requisitos necessários para empresas brasileiras importarem produtos americanos. “Muitos livros falam sobre outras culturas, mas conhecer os lugares e sua gente pessoalmente aumenta a compreensão sobre como os negócios são conduzidos naquele país”, afirma. “Afinal, negócios são feitos por pessoas.”

 

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Caminho das Índias. Executivos de países emergentes também estão de olho no Brasil. É o caso dos alunos do Indian School of Business (ISB), que saem de Hydebarad e enfrentam horas de voo para passar uma semana em Nova Lima, município da região metropolitana de Belo Horizonte onde fica a sede da Fundação Dom Cabral (FDC). Aqui, eles têm aulas, conhecem empresários e visitam companhias e lugares de interesse histórico e econômico.

 

O diretor dos Programas de Pós-graduação da ISB, Sanjay Singh, diz que os alunos voltam “encantados”. “O Brasil adotou medidas extraordinárias para atacar a pobreza, inovou em várias indústrias, como a de aviação, promoveu reformas no sistema bancário e, ainda assim, muitos indianos ainda não conhecem essa experiência.”

 

Para Vishal Menon, que esteve no País no ano passado, a viagem serviu para desmistificar sua visão do Brasil. “Muitos brasileiros também veem a Índia de maneira fantasiosa, especialmente após assistirem à novela Caminho das Índias”, conta. Vice-presidente sênior de Operações Estratégicas e RH da ISGN, companhia que oferece soluções para o setor hipotecário, Menon identificou desafios que os dois países têm em comum, como desenvolvimento econômico aliado à inclusão social e sustentabilidade ambiental. “Foi uma tremenda oportunidade de colaborar e aprender com os sucessos e fracassos do Brasil.”

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