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#PEC206nao: veja quem se manifestou sobre cobrança de mensalidade em universidades públicas

Artistas, cantores e pesquisadores participam de mobilização virtual contra proposta de emenda à Constituição que autoriza mensalidade em instituições de ensino superior

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2022 | 18h18

As redes sociais foram tomadas nesta terça-feira, 24, por mobilizações contra a cobrança de mensalidade em universidades públicas do País. Artistas, cantores, ex-BBBs e pesquisadores utilizaram hastags para demonstrar a insatisfação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2019. As mais utilizadas foram: #NaoaPEC206 e #PEC206nao. No Twitter, o assunto ficou entre os mais comentados durante todo o dia. 

A PEC estava na pauta desta terça da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados; Mas, segundo o relator , o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), a discussão deve ser adiada para a semana que vem. 

Entre os nomes que se manifestaram sobre o assunto, está a cantora e ex-Big Brother Juliette. Ela pensou que a proposta, de autoria do deputado General Peternelli (União Brasil - SP), fosse uma brincadeira:

A cantora Ludmilla também se manifestou contra o texto que prevê que as instituições usem os recursos captados para despesas de custeio, como água e luz, e que a gratuidade seja mantida para alunos que não tenham condições socioeconômicas de arcar com os custos. O valor mensal, pela proposta de Peternelli, seria definido pelo Ministério da Educação (MEC).

O divulgador científico Átila Iamarino também saiu em defesa da universidade gratuita. Ele ganhou notoriedade pelos posicionamentos durante a pandemia sobre o combate ao coronavírus. Ele comparou os recursos gastos para pagar pensões das Forças Armadas e o que é investido no ensino superior.  

A cantora Daniela Mercury retuitou uma postagem crítica da União Nacional dos Estudantes (UNE).


Relator da PEC, Kim Kataguiri (União Brasil-SP) manifestou-se favorável a cobrança de mensalidades.  “Não seria correto que toda a sociedade financie o estudo de jovens de classes mais altas.”  Para ele, "a gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida”.

O parlamentar passou o dia retuitando e se contrapondo a posicionamentos divergentes no twitter, tanto de perfis políticos quanto de personalidades da mídia e da internet. 


 

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