Particulares tentam métodos alternativos

As escolas particulares costumam investir em sistemas alternativos e reforços contínuos. No Colégio Augusto Laranja há o projeto Aluno-Monitor, em que os próprios estudantes ajudam os colegas com dificuldade.

MARIANA MANDELLI,

11 Outubro 2010 | 11h30

 

Bianca Bragatto, de 16 anos, do 2.° ano do ensino médio, não se importa em passar algumas horas a mais no colégio para estudar as matérias de exatas. “Não dá desânimo porque eu vejo o resultado. Quando tenho ajuda sempre consigo notas melhores.”

 

A coordenadora do ensino médio do Augusto Laranja, Maria Aldenira Nóbrega Reis, conta que o colégio apenas incentiva uma prática que partiu dos próprios alunos. “Um ensina o outro na maior boa vontade”, afirma.

 

No Colégio Dumont Villares, o aluno que vai mal nas avaliações contínuas e na semana de provas passa por um mapeamento individual de dificuldades. O professor, então, identifica os conteúdos não aprendidos e os retoma em sala de aula. “É uma recuperação paralela e contínua. Se não surtir efeito, aí conversamos e montamos um horário de estudos fora do período de aula”, diz Valéria Vargas, diretora de ensino. Os alunos são separados por níveis de dificuldade, e o professor aborda os assuntos com diferentes estratégias.

 

“As abordagens têm de ser diferentes das anteriores. Se repetirmos, o aluno continua não aprendendo”, explica Valéria.

 

No Colégio Itatiaia, o reforço pode ser indicado a partir do 1.º ano do ensino fundamental. Como as salas são pequenas, com média de 15 alunos cada, é fácil detectar quem tem dificuldade - antes mesmo de esperar pelas notas. “Percebemos as dúvidas por meio dos questionamentos, das reações frente ao conteúdo ensinado e da lição de casa”, afirma Laura Campos, professora do acompanhamento da escola.

A metodologia do reforço, segundo ela, varia para cada aluno. A ideia é tornar o aprendizado mais lúdico, seja com imagens, jogos ou atividades práticas.

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