Participação em simulações e modelos estimula opção por carreira diplomática

O Instituto Rio Branco, degrau obrigatório para quem quer seguir a carreira diplomática, tem cada vez mais em suas turmas os chamados “modeleiros” – como se autodenominam os participantes de simulações e modelos.

Luciana Fadon, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

13 Setembro 2010 | 12h12

 

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“Na última turma, entre 20 e 25 pessoas, das 108 que passaram na prova do instituto, já participaram de modelos”, disse Daniel Ferreira Magrini, um dos participantes da Simulação do Ensino Médio (SiEM) e integrante da turma 2010 do Itamaraty. “Modelos são utilizados inclusive nas aulas de inglês do Itamaraty”, diz.

 

Thomaz Alexandre Napoleão, que ingressou no ano anterior, afirma que pelo menos 15 integrantes que passaram na sua turma haviam participado de simulações. “Não sei exatamente quantos deles viraram diplomatas, mas provavelmente um porcentual alto”, conta.

 

Formado em Relações Internacionais e Jornalismo, Thomaz afirma que foram os modelos que ajudaram a escolher sua carreira. Além da ajuda na própria prova de seleção do Rio Branco, ele afirma que a prática dos modelos funcionou como um treino para as negociações verdadeiras. “Na vida real, a psicologia da negociação e os formatos dos debates são quase idênticos ao que se vê nas melhores simulações.”

 

O diplomata Guilherme Pereira, adepto dos modelos e simulações no colégio e faculdade, aponta semelhanças e diferenças entre modelo e realidade. “Tudo ocorre mais ou menos no mesmo ritmo. Mas a tensão em uma reunião internacional é, naturalmente, maior.”

 

Apesar de todas as características positivas que vê na relação entre sua participação em simulações e a prática diplomática, como os conhecimentos diretos e indiretos que obteve nos estudos, ele enxerga apenas um ponto negativo nesta relação.

 

“Há o risco de algumas pessoas levarem o negócio muito a sério, transformando uma atividade essencialmente cooperativa em uma quase inteiramente competitiva.”

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