LEO FONTES/O TEMPO
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Parte dos alunos só saberá sobre a suspensão do Enem na última hora

Na PUC-Minas, ocupada desde quinta, manifestantes garantem que permitirão exame, mas Inep já deu autorização a coordenadores para avaliar adiamento

MARIANA MACHADO, MATHEUS PRADO e LEONARDO AUGUSTO, Especiais para O Estado

04 Novembro 2016 | 21h39

Os portões serão abertos para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao meio-dia deste sábado, 5. E só nesse momento alguns concorrentes saberão se vão poder fazer a prova. Um desses casos é o da a PUC-Minas, câmpus Coração Eucarístico, ocupado na noite de quinta-feira, a exemplo da Unirio. Apesar dos manifestantes garantirem que permitirão a realização do exame e mudarem a ocupação para um prédio onde não haverá provas, o Inep já deu autorização aos coordenadores de prova para avaliarem a suspensão.

“Existe o risco e isso é preocupante, a 24 horas do exame”, afirmou Fernando Abuid França, de 23 anos. Na opinião dele, o adiamento para todos os estudantes seria uma opção melhor. Já Bárbara Macedo, de 17, acredita que os manifestantes não deveriam “atrapalhar”. “Eu ficarei com raiva, caso as provas sejam adiadas. Estou preparada e quero que passem logo.” Em nota, a PUC-Minas garantiu que o exame acontecerá “para os 32 mil candidatos”.

Entre os locais que passaram a constar ontem com prova suspensa está a Universidade de Brasília (UnB), com quatro prédios tomados. Apesar de muitos estudantes já esperarem o adiamento, a notícia não foi bem aceita por todos. A aluna Ana Clara Carvalho, de 18 anos, foi uma das que lamentaram. “Eu me preparei o ano todo e, de repente, recebo uma mensagem, um dia antes, falando que o Enem tinha sido adiado para mim. Isso me desestabilizou um pouco e me deixou ainda mais nervosa para a prova.”

Adda Batista, de 16, também está preocupada. “Acho que essa decisão estragou meu psicológico. Além disso, a prova foi remarcada para perto de outros vestibulares importantes que eu vou prestar”, ressaltou.

Em Belo Horizonte, Glauberth Kevilin Silva Reis, de 17 anos, aluno da Escola Estadual Dom Cabral, no bairro Betânia, só recebeu a notícia pela imprensa. O colégio onde prestaria o Enem foi incluído na lista ontem. Mas ele defendeu as ocupações. “É um protesto para que tenhamos uma educação melhor no País.” 

 

 

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