Reprodução/Facebook
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Parlamentares lamentam morte de estudante em escola ocupada no PR

Jovem de 16 anos foi morto a facadas dentro de colégio após briga com outro estudante; segundo a polícia, ataque não tem relação com o movimento

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2016 | 16h25

BRASÍLIA - Durante reunião da comissão especial que vai analisar a Medida Provisória de reforma do ensino médio, parlamentares lamentaram a morte do estudante Lucas Mota, de 16 anos, durante ocupação de escola em Curitiba. Uma das razões que motivam os protestos do movimento estudantil é a reforma do ensino. 

"Nós não sabemos o que houve, mas nós não podemos admitir tragédias. Então, eu quero manifestar minha total solidariedade e apoio à família e aos outros jovens, porque fica uma marca para eles também. Eles estão participando de um movimento, eles têm ideais, eles têm vontade de participar das coisas, como outras gerações já tiveram", disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) também expressou sua solidariedade à família do adolescente e pediu que a tragédia não seja usada como descrédito ao movimento dos estudantes secundaristas.

"É um momento de muita tristeza. Portanto, deixo nossa solidariedade, ao mesmo tempo em que esperamos que grupos mal-intencionados ou grupos de extrema direita não se utilizem dessa tragédia para incriminar um movimento que é um movimento pacífico, que ocupa escolas no Paraná. O movimento não está só no Paraná, está no meu Estado, está no Brasil inteiro", afirmou.

O estudante de 16 anos foi morto a facadas no interior de uma escola invadida, na tarde dessa segunda-feira, 24, na zona norte de Curitiba. Lucas Eduardo de Araújo Mota teria brigado com outro aluno após consumir drogas e foi atingido no peito e no pescoço. Segundo a polícia, os adolescentes brigaram por "motivos pessoais", não tendo a morte relação com o movimento dos secundaristas. O agressor foi apreendido. Após o incidente, pais retiraram os filhos da ocupação e a escola foi esvaziada. 

O movimento de estudantes começou no final do mês de setembro. Hoje, mais de mil escolas, além de institutos federais e câmpus de universidades federais de todo o País encontram-se ocupados por estudantes que se manifestam contra a MP 746, que propõe a reformulação do ensino médio; a PEC 241, que congela os gastos sociais; e o projeto de lei que institui a Escola sem Partido.

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