Parceria com universidades rende US$ 91 milhões à CSN

O casamento entre universidade e setor produtivo costuma render bons resultados para ambos os lados. É o caso da parceria entre a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o Laboratório de Cerâmica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que começou há mais de 14 anos.Nesse período, foram desenvolvidos 41 projetos de pesquisa de novas tecnologias para melhoria de produtividade e qualidade dos produtos siderúrgicos, que já renderam ganhos de US$ 91 milhões à empresa."O mais importante nesta história não são os dólares", diz o professor Elson Longo, diretor do Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC) da universidade, que integra um dos centros de excelências criados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).Interação e oportunidadesPara ele, o que importa é a formação de profissionais atualizados e mais preparados para o mercado de trabalho. "O papel da universidade é formar bons profissionais, e a interação com a iniciativa privada abre novas oportunidades para os alunos".Uma das principais novidades na área siderúrgica dos últimos anos surgiu dessa parceria. Os pesquisadores conseguiram fazer modificações nos refratários cerâmicos utilizados pelas siderúrgicas para produzir aço, que resultaram em significativa economia de energia para a CSN.Economia de US$ 6 milhõesA novidade, associada a mudanças feitas no chamado carro torpedo, vagão usado para transportar o gusa (ferro líquido que será transformado em aço), permitiu à empresa uma economia de US$ 6 milhões por ano, de acordo com o professor Longo.O projeto de conservação de energia em carro torpedo, que foi desenvolvido em conjunto com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), e que teve apoio também da empresa Morganite, foi eleito o melhor trabalho na área de redução de minério de ferro apresentado em 2002, pela Associação Brasileira de Metais (ABM)."É um reconhecimento de que a interação universidade e indústria torna o setor produtivo mais competitivo e possibilita exportação de produtos com grande valor agregado", afirma o professor.

Agencia Estado,

11 de julho de 2003 | 10h42

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