RODRIGO FÉLIX LEAL/FUTURA PRESS
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Paraná tem federal e mais 10 universidades invadidas por estudantes

Estado virou ‘epicentro’ das ocupações; jovem morto em invasão em Curitiba será enterrado nesta quarta

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

26 Outubro 2016 | 03h00

O Paraná, espécie de “epicentro” das ocupações de escolas no País, tinha, até a noite desta terça-feira, 25, 851 colégios e 11 universidades invadidos, de acordo com o Movimento Ocupa Paraná. Na segunda, o prédio da reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) também foi ocupado, por cerca de 200 alunos contrários à PEC 241 e à reforma do ensino médio. O Estado divulgou números diferentes: 792 escolas teriam sido invadidas e 39, já desocupadas.

O número de colégios desocupados inclui a escola Santa Felicidade, onde o estudante Lucas Eduardo Araújo Mota, de 16 anos, foi morto por um colega, após, segundo a polícia, consumirem drogas, na segunda. A Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná designou dois promotores para acompanhar o caso.

No começo da tarde, a diretoria da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) fez um pronunciamento em que condenou o uso do homicídio para criminalizar o movimento. “Infelizmente, episódios como esses acontecem no Paraná, onde o poder público não consegue promover políticas públicas para os jovens”, disse o vice-presidente da entidade, Marcelo Miranda.

Ele ainda criticou a radicalização de movimentos contrários às ocupações. “Repudiamos as organizações que usam isso (assassinato do jovem) para criminalizar as ocupações no Paraná, a origem do crime não está relacionada às ocupações”, disse. Estudantes farão assembleias nesta quarta para definir o futuro do movimento. “O governo deve aguardar os resultados da assembleia e esperamos que acate as pautas a serem levantadas para podermos dar fim a esse impasse.”

 

 

Enterro. Lucas será enterrado nesta quarta em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba. Os pais do jovem apreendido acusado de matar Lucas vão depor na Delegacia de Homicídios. Segundo o delegado que comanda as investigações, Fábio Amaro, eles sabiam que o jovem era usuário de drogas.

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