Para sindicato, descredenciamento da São Marcos foi 'agradável notícia'

instituição deverá providenciar a transferência dos alunos em 90 dias

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

22 Março 2012 | 19h27

O descredenciamento da Universidade São Marcos pelo MEC foi uma "agradável notícia", disse hoje Fábio Eduardo Zambon, diretor do Sinpro, sindicato de professores de instituições particulares. Para ele, a São Marcos "vem em decadência desde 2003", apresentando irregularidades "brutais". "Eles não pagavam professores, não recolhiam o fundo de garantia, não havia material para dar aula", disse Zambon. "Reclamamos ao MEC várias vezes e fizemos algumas greves. A coisa foi degringolando e a universidade foi perdendo alunos".

O MEC decidiu nesta quinta-feira descredenciar a Universidade São Marcos, após processo administrativo em que se verificaram inúmeras irregularidades. Com o descredenciamento, a instituição deverá providenciar a transferência dos alunos e a entrega da documentação acadêmica aos interessados em 90 dias.

Em março de 2011, medida cautelar do MEC proibiu a São Marcos de realizar vestibulares, mas em janeiro de 2012 a universidade marcou três. Desde setembro do ano passado, a instituição estava sob supervisão judicial, por descumprimento de obrigações trabalhistas. A universidade chegou a ter dois sites: o original, que consta no e-MEC, atualizado pela equipe do antigo reitor Ernani José de Paula; e outro atualizado pelos interventores e por uma comissão de coordenadores e diretores. Com ordem judicial, os interventores retomaram o site original. 

Zambon disse nesta quinta que entregou no ano passado ao MEC um dossiê com as várias irregularidades, e estava aguardando providências. "Até que chegou o dia".

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