Para procurador, nova denúncia de vazamento 'reforça' pedido de anulação do Enem

Um candidato de Petrolina teria tido acesso às provas um dia antes de elas serem aplicadas e oferecido o gabarito a amigos

Carmen Pompeu, Agência Estado

26 Novembro 2010 | 18h08

A Polícia Federal (PF) admitiu nesta sexta-feira, 26, que vai abrir investigação sobre uma suposta nova fraude no Enem ocorrida no Nordeste. Um aluno de um cursinho pré-vestibular em Petrolina (PE) teria tido acesso às provas um dia antes de elas serem aplicadas e oferecido o gabarito a amigos.

"Isso só vem reforçar nosso pedido de anulação do concurso. Inclusive antes mesmo de ele ser realizado, pedi à Justiça Federal que o exame não acontecesse, pois não havia nenhuma segurança para evitar a fraude como aconteceu. Mas a juíza negou nosso pedido, alegando que o cancelamento causaria uma comoção nacional", diz o procurador da República no Ceará Oscar Costa Filho.

Ele ainda aguarda o relatório da PF que comprova o vazamento do tema da prova de redação a partir dos professores Eduardo Ferreira Affonso e Marenilde Brito Affonso, de Remanso (BA). "Pedi este relatório há três dias e ainda não recebi. Só posso entrar com mais provas junto ao processo que requer a anulação do Enem com este relatório para reforçar o pedido de total anulação do exame."

Costa Filho revelou que vai se encontrar com o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior, na próxima semana, em Fortaleza, e espera que a entidade se manifeste a favor da anulação. Corre na Justiça Federal do Ceará processo pedindo a anulação do Enem desde 8 de novembro. O procurador autor da ação diz que o exame foi fraudado e "está eivado de erros".

Ele destaca que caberá à juíza da 7ª Vara Federal no Ceará, Karla de Almeida Miranda Maia, a decisão. O Ministério da Educação (MEC) tem prazo de 60 dias para se defender. Possivelmente antes da aplicação da nova prova para os alunos prejudicados, em 15 de dezembro, a juíza termine de julgar o processo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.