Para particulares, Tarso usa ´Lei da KGB´

As instituições particulares de ensino superior não pretendem mudar suas propostas de alteração do Programa Universidade para Todos (ProUni), mesmo com a possibilidade do Ministério da Educação endurecer o processo de autorização e credenciamento de novos cursos.Edson Franco, presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras (ABM) - uma das entidades que fez as propostas -, classificou como "lei da KGB" as declarações do ministro da Educação, Tarso Genro, de que pode rever os critérios de credenciamento. Mas Franco garantiu que o setor está disposto a negociar.Tarso alega que o ProUni, além de criar vagas destinadas a estudantes carentes - com renda familiar per capita de até um salário mínimo -, ainda servirá para separar as faculdades ruins, que burlam a lei, daquelas realmente boas, que têm um compromisso para garantir qualidade.Fechar não resolve"Tenho a impressão de que, se o ministro repensar, vai ver que há mais trigo do que joio nesse sistema. Claro que existem os ruins. Mas acho que está provado que fechar instituições não resolve nada", afirmou Franco.Reitor da Universidade da Amazônia, Franco disse que todas as instituições "adoram o programa" do governo e podem negociar todos os pontos que o ministério quiser, mas vão brigar por mudanças. "Queremos que seja respeitada a autonomia das universidades e o direito dos alunos que já estão nas instituições", disse.Bolsas parciaisEsta semana as entidades apresentaram ao Congresso propostas que alteram praticamente todo o projeto do governo. Entre elas, o fim da obrigação de as instituições filantrópicas aplicarem 20% da sua receita em bolsas gratuitas para alunos carentes e a que determina às universidades privadas que aderirem ao programa destinar 10% das suas vagas às bolsas integrais.As instituições querem que esse porcentual seja de apenas 5% e também que elas possam oferecer bolsas parciais, atingindo um público com faixas de renda maiores do que aquele proposto pelo governo.Em resposta, Tarso afirmou que, se as mudanças propostas no ProUni pelas universidades particulares forem aprovadas no Congresso, o projeto terá de ser vetado pelo governo federal.

Agencia Estado,

31 de maio de 2004 | 13h10

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