Para MEC, desafio é ampliar vagas públicas com qualidade

"É preciso encontrar mecanismos para que haja um aumento da oferta (de vagas) nas instituições públicas e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade de todo o setor", afirmou o diretor de Estatística e Avaliação de Ensino Superior do MEC, Dilvo Ristoff, sobre os dados do Censo de Educação Superior de 2002.O secretário de Educação Superior, Carlos Antunes, também mostrou preocupação com a proliferação de cursos superiores. Ele disse que hoje o MEC dispõe de mecanismos insuficientes para avaliar a qualidade do ensino e, pior, poucos instrumentos para impedir o funcionamento de cursos de baixa qualidade.Defensor da criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, Antunes julga indispensável a exigência de um período de testes para os cursos. A idéia é que a concessão seja feita somente depois de a instituição provar, na prática, que tem condições de cumprir as metas de ensino.Antunes afirmou que a estratégia do novo governo mudou. De janeiro a setembro, foram autorizados 186 cursos e 53 instituições superiores. A redução, disse, em parte se deve à fase de adaptação dos novo governo. Mas também reflete a mudança na visão para conduzir o setor.Ensino médio pressionaPresidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) na gestão Fernando Henrique Cardoso, Maria Helena Guimarães de Castro rebateu as afirmações de que o crescimento da oferta de cursos e instituições tenha sido desordenado e sem controle."O que houve foi uma enorme expansão no número de alunos do ensino médio pressionando por mais vagas no superior. Eram 680 mil concluintes em 1994 e 1,7 milhão em 2001. Os cursos só aumentaram porque aumentou a demanda", diz Maria Helena, atual secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.Para ela, embora a qualidade do ensino superior deva melhorar, a expansão não foi acompanhada da falta de qualidade. Segundo ela, as últimas edições do Provão apontaram que instituições novas foram as mais bem avaliadas.

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