Para especialista, correção do Enem ficará 'próxima do ideal'

Ao reduzir discrepância entre notas, exame busca reforçar objetividade, diz professor da Unesp

Estadão.edu,

24 Maio 2012 | 20h35

Especialistas em avaliação aprovaram as mudanças na correção da redação do Enem anunciadas nesta quinta-feira, 24. No entanto, eles defendem que é preciso melhorar o treinamento dos examinadores para efetivamente refinar a análise das provas.

 

Para o próximo Enem, cujas inscrições começam na segunda-feira, 28, o governo vai contratar 40% mais corretores. Além disso, a discrepância máxima entre as notas dadas pelos dois examinadores cairá dos atuais 300 para 200 pontos. Quando esse limite for ultrapassado, um terceiro corretor analisará a redação. Nos casos em que nem o terceiro corretor conseguir chegar a um consenso com os outros dois, a prova será submetida a uma banca examinadora, que dará a nota final.

 

"Isso com certeza provocará aumento no número de correções pelos supervisores", afirma um professor, que preferiu não se identificar. "Mas o custo vai aumentar e é possível que a divulgação dos resultados atrase."

 

Para o especialista, as alterações são uma "resposta" do Ministério da Educação às queixas contra a redação. "Mesmo com treinamento, não tem jeito: o componente subjetivo sempre existirá. Diferentes bancas podem dar diferentes notas."

 

O professor Benedito Antunes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), acredita que a instituição da banca examinadora irá "garantir uma correção mais próxima do ideal". Antes da última instância, porém, é necessário capacitar as duplas de corretores. "Eles precisam assimilar o princípio de que a prova é corrigida de acordo com competências e que cada competência tem sua escala."

 

Benedito diz que os examinadores podem, sim, corrigir as redações usando critérios objetivos. "Treinando os corretores, é possível diminuir a discrepância entre notas. Além disso, ao estabelecer as competências avaliadas, o Enem atenua o componente subjetivo."

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