Para entender os bipolares

Estudo sobre características do transtorno bipolar garantiu prêmio Para Mulheres na Ciência

Paulo Saldaña, Especial para o Estado de S. Paulo,

26 de outubro de 2009 | 23h47

Para a psiquiatra Sheila Cavalcante Caetano, de 35 anos, a Medicina foi um caminho natural. "Cresci vendo meu pai em meio a pesquisas", diz Sheila, filha de dois psiquiatras. Ela estuda as características do transtorno bipolar em crianças e adolescentes, em projeto desenvolvido no Hospital das Clínicas da USP. Tenta entender por que metade dos filhos de bipolares herda dos pais algum sinal da doença e a outra parte é saudável.  "Com o prêmio, vou começar a estudar a genética dos bipolares para saber como é o cérebro dessas crianças." Sheila fez doutorado na própria USP e já concluiu um pós-doutorado nos Estados Unidos.  Ela afirma que não teve menos oportunidades no meio científico por ser mulher, mas daqui a seis meses enfrentará um novo desafio. "Vou precisar parar um pouco para ter meu primeiro filho. Ainda não sei como será ficar longe deste mundo." PrêmioO Programa Para Mulheres na Ciência é uma parceria entre a L’Oréal, Unesco e a Academia Brasileira de Ciências. Ele oferece desde 2006 uma bolsa de US$ 20 mil para cientistas brasileiras tocarem seus projetos de pesquisa nas áreas de Biologia, Física, Química, Matemática e Saúde. A versão internacional do Mulheres na Ciência premia cinco pesquisadoras por ano, desde 1998. Quatro brasileiras fazem parte do grupo de ganhadoras: a geneticista Mayana Zatz, a bióloga Lúcia Previato, a física Belita Koiller e a astrofísica Beatriz Baybuy. Todas participaram da comissão julgadora da versão nacional deste ano.

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