Para empresas educacionais, estratégia não reduziu qualidade

Além de defender eficiência da gestão, grupos apontam que outros gastos de valorização e qualificação podem não ser contabilizados

José Roberto de Toledo, Paulo Saldaña e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2015 | 03h00

SÃO PAULO - As empresas educacionais de capital aberto afirmam que a menor proporção de gastos com professores sobre a receita não representa queda de investimento em qualidade. Além de defender a eficiência da gestão, os grupos apontam que outros gastos de valorização e qualificação podem não ser contabilizados como gasto docente.

A Kroton diz que 97% das instituições do grupo tinham em 2013 Índice Geral de Cursos (IGC), calculado pelo MEC, igual ou superior a 3 - a nota é a mínima exigida. “Os investimentos em qualificação, formação e treinamento de professores não são contabilizados como custo docente, mas certamente impactam positivamente a qualidade”, afirmou o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, por e-mail. “Aumento de eficiência com aumento de qualidade é um atributo das empresas bem geridas.”

O grupo Estácio informou que a redução nos custos está relacionada “a melhorias, principalmente, na gestão do processo de formação de turmas”. “A inferência de que os investimentos nos professores diminuíram não é correta. A Estácio, por exemplo, investe em programas de qualificação docente, por meio de sua Universidade Corporativa”, disse.

Entre as quatro empresas, a Estácio reverte o maior porcentual da receita para remuneração docente: 42%. Com 41%, aparece na sequência a Anima. Em nota, a empresa informou que remunera seus professores com valores superiores ao dos concorrentes e o compromisso com a qualidade se reflete nos seus resultados. “Temos 59% dos cursos com Conceito Preliminar de Cursos (CPC) 4 ou 5.” 

A Ser informou que não poderia responder por causa do silêncio exigido pela Comissão de Valores Mobiliários antes da divulgar balanços.

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