Para diretor de escola com o pior desempenho no Enem na capital, problema foi falta de docentes

Escola Estadual Orestes Guimarães, localizada no Canindé, é adotada por uma construtora desde 2008

Fábio Mazzitelli, O Estado de S. Paulo

26 Julho 2010 | 11h16

Itamar Aparecido Pereira, vice-diretor da Escola Estadual Orestes Guimarães, localizada no Canindé e adotada por uma construtora desde 2008, defende a parceria feita pelo colégio, que teve o pior desempenho no Enem entre os que têm ajuda privada na capital (474,33 pontos).

 

Pereira explica que a falta de professor de matemática no 3º ano do ensino médio foi o que mais afetou o desempenho dos estudantes no exame de 2009. "Foram quatro, cinco meses sem professor de matemática, de 28 de abril até o fim de setembro", afirma.

 

Além disso, o diretor da escola pegou uma licença de três meses e se afastou de suas funções no ano passado.

 

"A parceria abriu um novo espaço pedagógico e fez coisas que o Estado não tinha feito. Não teríamos condições de bancar de R$ 800 a R$ 1 mil de xerox por mês nem de gastar R$ 40 mil para fazer o novo espaço pedagógico. O problema é a falta de professores. E a parceria não tem como contratar substitutos", afirma Pereira.

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