Para consultor, atuação da Uniban foi 'desastre institucional'

Decisão de expulsar estudante destruiu anos de investimento em marketing, diz especialista

09 Novembro 2009 | 20h23

A maneira como a Uniban conduziu a polêmica sobre Geisy Arruda foi desastrosa para sua imagem institucional, na opinião do consultor de ensino superior privado Carlos Monteiro, diretor da CM Consultoria. Para ele, em um único episódio a universidade destruiu anos de investimentos em marketing. Em termos de marketing e imagem, como o senhor avalia a decisão da instituição? A decisão (da expulsão) foi infeliz em todos os sentidos. Foi desastrosa e impensada. Do ponto de vista da imagem, foi caótico. Pensando pelo lado mercadológico, com sua atitude, ela quase que assinou um termo dizendo que concorda com o que os alunos fizeram, o que trará consequências futuras. Transmitiu a ideia de que não consegue conter seus estudantes, de que os seus câmpus são uma bomba prestes a explodir. Na população, fica a ideia de que é um lugar violento. O senhor acha que faltou preocupação da instituição com a opinião pública? A Uniban, ao longo dos anos, por meio de campanhas publicitárias com o Pelé e o Martinho da Vila, foi construindo uma imagem simpática para uma faixa de estudantes. Com a maneira como conduziu este episódio, ela destruiu toda essa imagem construída. A instituição pode perder novos estudantes por causa deste caso? Com esta mensagem de intolerância, a universidade está batendo de frente com os jovens atuais, da geração digital, que não suportam a ideia de serem controlados o tempo todo por pais ou autoridades.

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