Pais denunciam escola por proibir criança transgênero de usar banheiro feminino

Coy Mathis, de 6 anos, foi diagnosticada com transtorno de identidade de gênero

Estadão.edu, com informações do 'Denver Post' e da 'ABC News',

01 Março 2013 | 11h06

Uma criança transgênero de 6 anos foi proibida pela escola de usar o banheiro feminino, no Colorado, Estados Unidos. Kathryn e Jeremy Mathis, os pais da criança, estão acionando legalmente a escola pela proibição.

Coy Mathis nasceu menino mas, segundo sua mãe, a criança se identifica como menina desde que começou a falar. Coy já foi, inclusive, diagnosticado com desordem de identidade de gênero.

A garota começou a frequentar a escola em dezembro de 2011, mas foi retirada no último inverno, após seus pais terem recebido a orientação de que Coy deveria usar o banheiro dos meninos, dos funcionários ou o da enfermaria. "Nós queremos que Coy tenha as mesmas oportunidades educacionais que tem qualquer outra criança no Estado do Colorado", disse Kathryn em entrevista à ABC News. Além de Coy, o casal tem outros quatro filhos, um menino e três meninas.

Em nota, a escola afirma que a decisão tomada não levou em conta apenas Coy, mas também os outros estudantes, seus pais e o impacto que um garoto, com genitália masculina, causaria ao usar o banheiro feminino quando fosse mais velho. A escola se defende ainda afirmando que, como qualquer outro estudante, Coy pode usar roupas femininas e é tratada como menina como foi solicitado por seus pais. 

"É importante para nós falar sobre o assunto, pois muitas pessoas têm tido medo de serem verdadeiras com elas mesmas", diz Kathryn. "Elas sabem desde crianças quem são, mas têm medo de contar. Queremos ajudar a criar uma sociedade em que é normal ser quem você é."

Os pais de Coy optaram pela educação doméstica da filha até que o problema seja resolvido. As informações são do jornal Denver Post e da ABC News.

 

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