Paim reconhece que recursos para educação são baixos no Brasil

Ministro diz que país tem 'perspectivas para melhorar'; recursos do PIB, royalties de petróleo e pré-sal devem financiar mudanças 

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 18h59

 BRASÍLIA - O ministro da Educação, Henrique Paim, reconhece que os recursos investidos pelo Brasil em educação, apesar de terem crescido, ainda são baixos, mas afirma que há boas perspectivas de melhora.

"É pouco, mas temos perspectivas de melhorar. Nós temos um PNE aprovado que define que nos próximos 10 anos temos que chegar a 10% do Produto Interno Bruto e também temos uma fonte de financiamento definida por lei onde temos 75% dos recursos dos royalties do petróleo para educação e 50% dos recursos do pré-sal para educação", afirmou.

Paim destacou, ainda que os números do estudo da OCDE demonstram que o Brasil tem evoluído bastante, saindo de um investimento de 4,8% do PIB para 6,4%. "É uma evolução grande, que já está dando resultado e inclusive é destacado no relatório", disse. "Agora, a proporção do valor por aluno em relação aos países desenvolvidos é de um terço. Porque nós demoramos muito para ter prioridade no desenvolvimento educação. Esse esforço está sendo feito nos últimos 10 anos", afirmou o ministro.

De acordo com dados do MEC, o valor por aluno investido no país cresceu 181% nos últimos 10 anos. Nas séries iniciais, 198,6%, do 5º ao 9º ano, 173,9% e no ensino médio, 197%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.