Pai de candidata vai registrar BO contra o Inep

Candidata chegou a trocar o caderno de prova, mas a outra também estava com problema

Marcelo Portela, Especial para o Estadão.edu

07 Novembro 2010 | 14h22

Na Escola Estadual Governador Milton Campos, uma das maiores de Belo Horizonte, o funcionário público Flávio Ribeiro Alves aguarda esta tarde a chegada de Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência sobre os problemas encontrados na prova do Enem feita ontem pela filha, Camila Glória dos Santos, de 21.

 

“Ela chegou a trocar o caderno de prova, mas a outra também estava com problema. Dependendo do que decidirem em Brasília, entro na Justiça contra esse exame. Vou registrar a ocorrência porque não falam nem o nome dos fiscais que estão nas salas e posso precisar de testemunhas. Só não vou deixar ela ser prejudicada por causa de um erro deles.” Camila disputa vaga em Letras na UFMG.

“Tomara que não tenha mais problema hoje”, torcia Cleidiane Lourenço, de 20 anos enquanto comia às pressas um cachorro-quente, antes de entrar na Milton Campos para fazer o Enem. Ela também recebeu a prova com erros. “O fiscal explicou um monte de coisas ontem, mas eu estava tão nervosa que no início nem vi os problemas. Marquei várias questões erradas e só deu tempo de corrigir algumas.”

 

Apesar de já ter participado de outras edições do Enem, Cleidiane, candidata a uma vaga em Comunicação Social na Federal de Minas, afirmou estar nervosa, temendo novos erros no exame deste domingo. Apesar do nervosismo dela e de outros candidatos, a trégua na chuva durante toda a manhã e início da tarde facilitou o acesso aos locais de prova do Enem.

 

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