Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Pagamento de abono vai custar R$ 88 milhões à USP

Montante equivale ao valor gasto mensalmente pela instituição acima do repassado pelo Estado; decisão será tomada hoje

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2014 | 03h00

O abono de 28,6% para professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP), proposto pela Justiça do Trabalho para encerrar a greve que já dura 113 dias, custará R$ 88 milhões à reitoria. O valor é quase igual ao que a USP gasta, por mês, a mais do que recebe do Tesouro Estadual. Para fechar as contas, a instituição usa parte de suas reservas financeiras.

Hoje o Conselho Universitário, órgão máximo da instituição, se reúne para discutir se a USP paga o abono sugerido para cobrir a defasagem salarial desde maio, quando começou a negociação do dissídio - data-base da categoria. O reajuste de 5,2% dividido em duas parcelas (em setembro e dezembro) já foi aprovado pelo Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) há duas semanas.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) já ofereceram o abono de 28,6% às categorias. Na Unicamp, docentes e servidores voltaram ao trabalho. Na Unesp, parte dos grevistas aceitou a proposta, mas assembleias gerais ainda serão feitas para decidir o fim da paralisação na instituição.

Os sindicatos da USP dizem que o total de R$ 88 milhões é pequeno e temem que o reitor Marco Antonio Zago proponha hoje um abono mais baixo. “Esse valor pode ser pago tranquilamente, tendo em vista o que a USP tem de reserva”, defende César Minto, da Associação de Docentes da USP (Adusp).

Ainda de acordo com os cálculos da reitoria, o gasto extra com o reajuste é de R$ 18 milhões por mês. Os grevistas prometem fazer um ato no câmpus Butantã, zona oeste, enquanto acontece a reunião hoje. A reitoria não informou o local do encontro.

Mais verbas. O Cruesp enviou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e à Assembleia Legislativa um pedido para elevar os repasses às universidades, como o Estado adiantou na semana passada.

Eles querem aumento da cota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que recebem de 9,57% para 9,907%. Outra solicitação dos reitores é aumentar o teto salarial nas universidades.

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