Conheça os acadêmicos no páreo da eleição para a reitoria da USP

Conheça os acadêmicos no páreo da eleição para a reitoria da USP

Quatro nomes disputam o cargo de gestor da maior universidade do País

Renata Cafardo, Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 05h00

Vahan Agopyan, atual vice-reitor da USP

O HOMEM DA CONTINUIDADE

Vahan Agopyan, de 65 anos, é vice-reitor da USP e ex-diretor da Escola Politécnica. Tem o apoio do reitor e, portanto, enfrenta resistência dos setores mais à esquerda da universidade. Suas propostas são de continuidade dos apertos financeiros e prioridade para as chamadas atividades-fim da universidade. Quer também fazer convênios com a secretaria da Educação para que os alunos de licenciatura da USP tenham maior inserção nas escolas públicas.

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Ildo Luis Sauer, professor da Poli e ex-diretor da Petrobrás 

REFORMA PELO MERCADO

Ildo Luis Sauer, de 63 anos, é professor titular da Poli e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás, entre 2003 e 2007. Apesar de não estar sendo investigado, o Tribunal de Contas da União decretou a indisponibilidade dos seus bens por suspeita de irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena. Sauer faz oposição à atual gestão. Defende a reforma dos currículos dos cursos com ênfase na empregabilidade e empreendedorismo. 

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Ricardo Ribeiro Terra, professor da FFLCH

O INIMIGO DA BUROCRACIA

Ricardo Ribeiro Terra, de 69 anos, é professor titular de teoria das ciências humanas da FFLCH, especializado em filosofia política alemã. Não está atrelado à gestão atual, mas também não se coloca como oposição. Tem propostas polêmicas como a escolha do reitor e de diretores por meio de um comitê de busca, inclusive fora da universidade. Defende que boa parte dos problemas da USP está na “burocracia incapaz”.

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Maria Arminda do Nascimento, diretora da FFLCH

ELA QUER MAIS DIÁLOGO

Maria Arminda do Nascimento Arruda é a atual diretora da FFLCH. Apesar de ter sido pró-reitora de Cultura e Extensão na gestão de Zago, hoje é a mais clara candidata da oposição. Ela acusa a atual reitoria de falta de diálogo durante o processo de cortes na área financeira. E diz que o governo não cumpre a lei e faz descontos no valor do ICMS que é repassado à USP. Defende que a universidade continue a manter as creches internas e o Hospital Universitário. 

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