ONG quer intercâmbio para cotistas em São Paulo

Educafro enviou documento ao governador Alckmin com 17 sugestões de melhoria para o Pimesp

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

05 Março 2013 | 11h02

A ONG Educafro, entidade do movimento negro que mais tem apoiado o projeto de cotas das universidades de São Paulo, agora levanta problemas e pede uma “proposta de inclusão mais eficaz”.

Em documento enviado na semana passada ao governador Geraldo Alckmin, a ONG faz 17 sugestões de melhoria ao chamado Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), cuja meta é alcançar, em três anos, 50% das matrículas em cada curso e turno de alunos vindos de escolas públicas, sendo 35% pretos, pardos e indígenas.

Cinco pontos abordam o college, novo curso superior semipresencial que terá dois anos de duração e funcionará como uma das portas de acesso às universidades (USP, Unesp e Unicamp), às Faculdades de Medicina de Marília e Ribeirão Preto e às Fatecs.

Na opinião da Educafro, a média exigida para que os alunos do colégio comunitário consigam vaga nos cursos tradicionais tem de ser menor (6 pontos, em vez de 7). O college também deveria permitir que os estudantes aproveitem créditos se quiserem fazer a graduação depois.

O college dará uma formação geral nas Ciências Exatas, Humanas e Biológicas. Por isso, a ONG quer que o conteúdo seja publicado na internet, com acesso gratuito, para ajudar na preparação para o vestibular dos alunos da rede pública. E quer que os estudantes do colégio comunitário possam fazer intercâmbio em universidades do exterior que têm cursos semelhantes.

“O que mais vai fortalecer o college serão as bolsas internacionais”, aposta o presidente da Educafro, frei David dos Santos. Para ele, o Pimesp deveria ser transformado em lei estadual e, assim, virar “política de Estado”.

O governo, no entanto, preferiu respeitar a autonomia das instituições de ensino e enviou o plano para discussão nos Conselhos Universitários, que decidirão se aceitam o Pimesp. Na USP, o debate começou na semana passada nas unidades de ensino. O prazo para os diretores enviarem as considerações sobre o programa termina no dia 28.

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