Alex Silva/Estadão
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Oferta é cada vez maior, mas EAD ainda sofre resistência

Ensino a distância recebe crítica de conselhos de classe; especialistas defendem

Thiago Mattos, Especial para o Estado,

30 Julho 2013 | 12h23

Embora a oferta de cursos de ensino a distância (EAD) seja cada vez maior, a modalidade ainda sofre resistência. Até mesmo em conselhos de classe. A crítica mais contundente é do Conselho Federal de Serviço Social, que ataca a qualidade e diz que o curso exige uma interação que a modalidade a distância não permite.

"Temos recebido inúmeras denúncias, como a ausência de bibliotecas e de professores formados em Serviço Social, além de alunos que não fazem estágio", diz Juliana Melim, diretora do conselho. Ela reforça que a crítica não é direcionada aos alunos de EAD, mas a quem o oferece.

O Conselho Federal de Administração (CFA) também expressa reservas. "Há um crescimento desordenado de cursos, e o governo não tem tido capacidade para fiscalizar", afirma o diretor do conselho, Samuel Mello Júnior. Administração é a segunda carreira com o maior número de matriculados – foram 60.163 inscrições em 2011, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Dados do Censo da Educação Superior mostram um aumento de 2.300% nas matrículas de educação superior a distância em nove anos. Saltaram de 40.714, em 2002, para 992.927 em 2011. O Ministério da Educação (MEC) argumenta que a modalidade tem sido importante para a interiorização da universidade. "Jovens e adultos de localidades remotas estão tendo a oportunidade de elevar sua escolaridade com os cursos superiores oferecidos", diz a nota do MEC.

Interação. A professora Maria Elizabeth Almeida, da PUC-SP, especialista em Educação e Tecnologia, diz que é preciso avançar na discussão e repensar a forma de interação entre os alunos e o conteúdo. "O fato de ser presencial ou a distância não é o que garante a qualidade ou depõe contra ela."

O diretor da FGV Online, Stavros Xanthopoylos, concorda. "O que importa: saber aplicar um conhecimento ou a forma pela qual eu o aprendi? A aprendizagem vive uma revolução que envolve ciclos formais e informais de tudo o que está disponível. É inevitável aprendermos por meio de recursos digitais."

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