Obras do novo câmpus da USP devem começar no segundo semestre

Em uma cerimônia concorrida, lotada de deputados, vereadores, prefeitos e educadores, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou na terça-feira a instalação do câmpus da USP na zona leste da capital. A pedra fundamental do projeto será lançada no sábado, às 10 horas, na área do Parque Ecológico do Tietê. As obras do módulo inicial, com um prédio de salas de aula e um auditório, devem começar no segundo semestre. "A universidade tem de estar onde o povo está", disse o governador, parafraseando Milton Nascimento. Alckmin ainda afirmou que vai revitalizar a linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na região do novo câmpus, recuperando os trilhos e renovando equipamentos e vagões. Segundo o governador, será instalada uma nova estação, a USP Leste. O governo também anunciou a abertura de acessos da Rodovia Ayrton Senna para o bairro de Jardim Keralux, onde ficará o câmpus. De acordo com o reitor da USP, Adolpho José Melfi, serão contratados cerca de cem professores, todos em regime integral, para trabalhar na nova USP. A zona leste terá apenas uma unidade, chamada de Escola de Artes, Ciências e Humanidades (ECHA), com cursos diferentes dos já existentes na Cidade Universitária. "Se tivermos Arquitetura, por exemplo, será voltada para o urbanismo, ou seja, um outro enfoque", explicou. Outras áreas que estão sendo consideradas são ação social, administração, formação de professores, gestão ambiental, turismo, moda e políticas publicas. O câmpus terá inicialmente mil vagas, com previsão de chegar a 20 mil com toda obra concluída. "O primeiro vestibular deve ser feito no meio ou no fim do ano que vem", disse Alckmin. Segundo ele, o governo vai financiar a construção do câmpus, que custará, apenas na fase inicial, R$ 40 milhões. O orçamento da USP, que equivale a 5,2% da arrecadação do ICMS do Estado, não deve mudar. "A USP será importante para o desenvolvimento e para auto-estima de toda aquela região", disse Eloi Pietá, prefeito de Guarulhos, cidade muito próxima do novo câmpus. Participaram do evento também líderes comunitários da região, como o bispo de São Miguel, d. Fernando Legal. "A universidade deixa de ser elitista para ir ao encontro da população", disse o religioso. Invasão - Enquanto ocorria a cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, um grupo de 150 pessoas era retirado da área onde será construído o câmpus. As famílias invadiram o terreno na noite de segunda-feira e já iniciavam o loteamento quando a Polícia Militar chegou ao local. Eles disseram não saber que a área seria utilizada pela USP.

Agencia Estado,

19 de março de 2003 | 15h17

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