Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Obras de CEUs paralisadas por quase dois anos são retomadas

Promessa de entrega dos 12 equipamentos é até o fim de 2020; gestão Haddad parou serviço por falta de recursos

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2018 | 04h00

SÃO PAULO - Depois de quase dois anos de paralisação, a Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 9, a retomada das obras de construção de 12 Centros Educacionais Unificados (CEUs), com promessa de entrega até o fim de 2020. A Secretaria Municipal da Educação pretende receber alunos nas novas unidades a partir de 2021. Na cidade, ainda restarão duas obras suspensas, sem prazo para retomada.

Segundo o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, as obras serão custeadas com recursos da própria Prefeitura - havia expectativa, no ano passado, de que pudessem ser tocadas com verbas recebidas por meio do Plano Municipal de Desestatização, mas o projeto de privatização ou concessão de bens públicos elaborado na gestão do ex-prefeito João Doria (PSDB) ainda não se concretizou.

As obras foram suspensas, por falta de recursos, entre novembro e dezembro de 2016, durante a gestão Fernando Haddad (PT). Agora, estudos de demanda por vagas é que vão definir quais projetos serão retomados com mais celeridade. “Em algumas regiões, as áreas esportivas e culturais terão prioridade porque vão atender à demanda de outras unidades. Em outras, onde a procura por vagas é maior, a prioridade será as salas de aula”, explicou Schneider.

Embora os canteiros estivessem desmobilizados, a Prefeitura conseguiu retomar os antigos contratos que haviam sido licitados na gestão Haddad sem a necessidade de contratar novas empresas. Schneider afirmou ainda que os projetos foram mantidos da forma como estavam, sem alterações nas plantas já licitadas.

Ao todo, a Prefeitura estima investir R$ 456 milhões nas obras, sendo R$ 60 milhões ainda neste ano. Embora haja expectativa de atendimento de cerca de 8 mil, o total de alunos que estudarão nessas unidades ainda será definido - depende, segundo o secretário, da evolução da necessidade de vagas para creches (para crianças de zero a 3 anos) e para Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emeis) até 2020. Nas Emeis, que recebem crianças entre 4 e 5 anos, a cidade já tem a oferta de vagas universalizada.

As duas obras que restarão paralisadas dependem de fatores burocráticos para serem retomadas, ainda de acordo com o secretário da Educação. Schneider afirma que há uma questão de solo em uma unidade da zona sul e uma discussão sobre a necessidade da obra em outra área, que fica dentro de um parque público, onde o projeto vinha enfrentando resistência de frequentadores da área verde.

Em média, as áreas já tinham 30% dos serviços executados. As obras retomadas são em São Miguel Paulista, Carrão, Cidade Tiradentes, Vila Alpina, Itaquera e no Parque do Carmo, na zona leste; Freguesia do Ó, Parque Novo Mundo, Perus, Jaraguá, Parada de Taipas e Tremembé, na zona norte.

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