AFP PHOTO / PHILIPPE DESMAZES
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O robô que fica no lugar do aluno

Beam é composto por uma base móvel, duas barras de metal que formam seu tronco e uma espécie de cabeça em forma de tela. Sua vantagem é a liberdade de movimentos

AFP, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 03h00

O robô Beam não tem a aparência de um dispositivo futurista: é composto por uma base móvel, duas barras de metal que formam seu tronco e uma espécie de cabeça em forma de tela. Mas sua vantagem é a liberdade de movimentos.

Alyssia o comanda remotamente e vai para onde quiser. Pode “jantar” com a família, estar com a irmã em seu quarto ou na sala de estar durante reuniões de família. Tudo isso de seu quarto no hospital. A mãe dela, Annick Plaza, está animada. “Não me agrada deixá-la sozinha no hospital e poder vê-la, mesmo que por meio desse robô, ajuda muito”, diz.

Foi essa necessidade que convenceu a associação filantrópica dos pais de crianças com leucemia (Appel) e o Instituto de Pediatria Hematologia e Oncologia Lyon (iHope), na França, sobre as virtudes do Beam. Durante um ano e meio, seis desses robôs foram testados.

No centro leste da França, a região de Auvergne-Rhône-Alpes os utiliza há quatro anos para ajudar as crianças que não podem ir fisicamente à escola. Esse também é o caso de Lydie, uma adolescente que sofre de asma aguda. Diante das repetidas ausências, a equipe pedagógica do colégio propôs uma alternativa para ela. Pelas manhãs, Lydie está fisicamente presente na sala e à tarde, frequenta as aulas de sua casa, com o Beam.

60 robôs

À distância, Lydie circula livremente pelos corredores. Uma câmera monitora obstáculos no chão e outra permite que se fale com companheiros. O robô Beam é “fácil de usar”, explica a jovem. “Ele amplifica todos os sons, e eu escuto bem demais tudo o que as pessoas dizem, mesmo no fundo da classe.” 

O experimento foi tão bem-sucedido que a região decidiu financiar a construção de 60 robôs, avaliados em ¤ 6 mil (cerca de R$ 25,2 mil) por unidade. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

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