‘O problema da reprovação na OAB são as particulares sem tradição’

Leia entrevista com Edson Cosac Bortolai, presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-SP

Felipe Oda, Jornal da Tarde

07 Julho 2011 | 12h43

Como o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil é dividido em relação ao nível de exigência cobrado dos alunos?

 

A prova é dividida, basicamente, em 25% de questões fáceis, 25% difíceis e outras 50% com dificuldade moderada. Qualquer aluno, bem preparado, é capaz de acertar os 60%, em média, cobrados na primeira fase.

 

A prova busca selecionar só os melhores?

 

Não. O exame não é classificatório. Qualquer um que acertar metade da primeira fase passa para a segunda. Não temos limite de vagas. Não queremos os melhores, queremos evitar os menos preparados. A prova tem como finalidade excluir quem não tem o conhecimento jurídico necessário para exercer a profissão.

 

Como o senhor justifica o recorde de reprovação nesta última prova?

 

Material humano e cursos de Direito ruins. Setenta e cinco por cento dos alunos de instituições públicas passaram no exame. Alunos de escolas particulares, mas tradicionais, também tiveram bom desempenho. O problema está nas particulares sem tradição. Elas vendem ilusão. Depois de cinco anos de curso, o aluno não é capaz de passar no exame. O resultado serve de parâmetro, ou pelo menos deveria servir, para o fechamento de cursos incapazes de formar bacharéis. Os ministérios da Cultura e da Educação deveriam adotá-lo também como critério de exclusão.

 

Em sua avaliação, falta fiscalização do ensino jurídico no País?

 

Falta controle do Ministério da Educação (MEC), acompanhamento dos cursos já em operação e critério na abertura de novos cursos.

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