'O Mackenzie vai se tornar a nova Uniban', diz ex-aluna

Estudantes de Direito reclama de 'ar de superioridade' de professores, mas não tomam lado em episódio de suposto abuso de autoridade

Marcelle Souza, Especial para o Estadão.edu

31 Agosto 2011 | 21h32

Estudantes de Direito do Mackenzie temem que a imagem do curso fique manchada pelo episódio envolvendo a ameaça de prisão feita por um professor a uma aluna, na última sexta-feira. "O comentário é de que vamos nos tornar uma nova Uniban", disse a ex-aluna Gabriela Oliveira, de 21 anos, que visitava uma amiga na universidade hoje à noite. "Essa história de racismo queima o filme da universidade."

 

Em 2009, a então aluna de Turismo da Uniban Geisy Arruda foi expulsa da sala de aula porque usava um vestido rosa.

 

O procurador de Justiça e professor do Mackenzie Paulo Marco Ferreira Lima ameaçou dar voz de prisão a uma aluna depois de ela questionar sua metodologia de ensino. O irmão de Paulo Marco, o também procurador e professor de Direito Marco Antônio Ferreira Lima, acusou a estudante, que prefere não se identificar por temer represálias, de ter chamado seu irmão de "negro sujo" e que "preto não pode dar aula no Mackenzie".

 

Hoje chegou a correr o boato entre os alunos de que Paulo Marco havia sido demitido. Mas o Mackenzie divulgou nota agora há pouco dizendo que o caso ainda está sendo apurado pela corregedoria da universidade.

 

"A postura autoritária de professores não é novidade aqui", afirmou o aluno de Direito Raul Mata, de 21, que chamou de "injustificável" a atitude de Marco Antônio de acusar a aluna T. de racismo.

 

Segundo o estudante Leandro Vitar, também de 21, não dá para saber quem está certo no desentendimento que levou à ameaça de voz de prisão. Leandro confirma o "ar de superioridade" dos docentes de Direito. "Eles decidem e a gente tem de aceitar."

 

Formada em Direito no meio do ano, Gabriela Oliveira lembra que já tentou contestar um professor em sala de aula, no que foi duramente repreendida. "Sei o que a menina (T.) passou. Aqui, a gente não pode dar nossa opinião."

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