'O Brasil é muito importante para Warthon', diz diretor de admissões para MBA

Warthon School é a líder no ranking do Financial Times

Julio Meira, Especial para Estadão.edu

14 Dezembro 2009 | 14h23

J.J. Cutler é, desde janeiro passado, o novo chefe de admissões para os MBAs da Warthon School, uma das mais tradicionais escolas de administração americanas, fundada em 1881. No "Global MBA ranking" do jornal inglês Financial Times, um dos mais conceituados rankings mundiais de escolas de negócios, Warthon ocupa simplesmente o primeiro lugar, posição dividida com a britânica London Business School, uma escola bem mais jovem, mas ligada à centenária Universidade de Londres.   Veja mais: Veja os oito melhores rankings de MBA do mundo Brasileiras no topo O momento certo para cada tipo de MBA Como planejar o MBA Curso no Brasil, diploma lá fora   Warthon, hoje com 85 mil alunos, faz parte da também tradicional Universidade da Pensilvânia. J.J. Cutler, que passou a coordenar os processos seletivos para o MBA da escola, concedeu entrevista exclusiva ao Estadão.edu.   Como tem sido a presença de estudantes internacionais em Warthon? A escola é realmente aberta a estudantes estrangeiros? Wharton tem uma comunidade extraordinariamente diversa. Aproximadamente 37% da turma de 2011 será composta por alunos estrangeiros, com mais de 70 países atualmente representados em nossos MBAs. Muitos desses estudantes encontram formas de trazer suas heranças e experiências globais para Wharton através de seu envolvimento em associações estudantis. Por exemplo, muitos dos nossos estudantes vindos da América Latina se envolvem com a Associação dos Estudantes Latino-Americanos de Warthon (Warthon Latin American Students Association - WHALASA), que fica aqui no campus. Associações como a WHALASA promovem um forte senso de comunidade e contribuem para um vibrante clima internacional na escola.   Como é a relação da escola, e de seus programas, com redes internacionais de cooperação e estudo? Wharton oferece aos nossos estudantes várias oportunidades de conectar-se com alunos de todo o mundo. O Fóruns Globais de Alunos (Global Alumni Forums) representam, por exemplo, uma dessas oportunidades. A cada ano, Warthon organiza vários desses Fóruns em locais internacionais diversos. O Fórum Global de Alunos de 2010 será em Seul e Madrid. Em anos recentes, tivemos fóruns na Costa Rica, em Lima e em Bogotá. Esses eventos representam uma grande oportunidade para os nossos estudantes entrarem em rede com outros alunos e reforçarem seus conhecimentos sobre economias importantes fora dos Estados Unidos. Wharton também oferece 17 programas internacionais de intercâmbio semestral, em 153 países, em várias parcerias, com 14 escolas. Entre essas parcerias está a nossa aliança com o INSEAD, através da qual o aluno de Wharton pode passar 7 semanas em Fountainebleau, na França ou em Singapura.   Como Warthon vê hoje o Brasil e o estudante brasileiro? O Brasil é muito importante para Warthon, como uma economia central da América Latina. Prova disso é que o jornal online de negócios de Warthon, o Knowledge@Warthon, é agora publicado em português. Em relação às nossas admissões e recrutamentos no Brasil, este ano tivemos reuniões de admissão em São Paulo e no Rio de Janeiro, e continuamos a buscar estudantes brasileiros talentosos para juntarem-se às nossas turmas de MBA.   Se o mundo exige novas formas de ''management'', como mostrou recentemente a crise internacional do ''subprime'', como os programas MBAs podem contribuir para essa necessidade? O último ano mostrou a todos nós que o MBA é mais importante do que nunca. O complexo mundo dos negócios internacionais de hoje requer líderes que sejam globalmente atentos, e que sejam tomadores de decisão éticos. Além do foco de Warthon nos negócios globais, o ensino de ética tem sido parte integral dos programas de MBA de Warthon, por mais de 25 anos. Em 1997, por exemplo, Warthon estabeleceu o Centro Carol e Lawrence Zicklin para a Pesquisa em Ética de Negócios. Através de cursos como ''ética e responsabilidade'', que faz parte de nosso currículo essencial, nossos estudantes aprendem a lidar com difíceis dilemas éticos. A crise global também mostrou-nos a importância da comunicação, do trabalho em equipe e da colaboração. Esses são valores que estão no coração do treinamento para a liderança de Warthon. Nossos estudantes têm tido oportunidades de encontrar seu próprio estilo de liderança durante a sua permanência em Warthon. As lições que eles aprendem permitem a eles causar impactos positivos nas organizações e comunidades das quais farão parte durante a sua vida.

Mais conteúdo sobre:
pontoeduMBAWarthon

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.