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'O aluno deve apreciar a área de Exatas, mas não pode desgotar das Biológicas'

Professor da Unicamp fala sobre o curso de graduação em Engenharia de Alimentos

Gustavo Coltri, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2011 | 15h24

Acompanhar a elaboração industrial dos produtos que terminam na mesa de cada consumidor é a principal função do engenheiro de alimentos. “É o profissional que vai entender todos os processos na indústria alimentícia”, diz o coordenador da graduação na área na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Flávio Luis Schmidt.

 

O profissional formado pode atuar até no meio da cadeia produtiva, em indústrias de insumos, cujo produto é destinado a outras atividades. O professor também enxerga boas oportunidades para jovens profissionais em redes de supermercados e empresas de fast-food, no gerenciamento da logística de recebimento e estocagem dos produtos alimentícios.

 

Flávio Luis Schmidt cita ainda a atuação de graduados em instituições bancárias. Lá os engenheiros de alimentos realizam avaliação da viabilidade de projetos da área.

 

Para se aventurar na profissão, de acordo com o professor coordenador, é preciso que o aluno tenha aptidão para matérias exatas – o que é comum aos cursos de engenharia. Ele ressalta, no entanto, a importância de “não desgostar de biológicas”.

 

A graduação inclui matérias como microbiologia dos alimentos, química dos alimentos, transferência de calor, tecnologias de produto de origem animal, além de reologia, que corresponde ao estudo de comportamento dos fluidos. O curso diurno na universidade dura dez semestres, com estágio obrigatório de 180 horas. À noite, a graduação, com a merma carga horária, só é concluída depois de 12 semestres.

 

A remuneração para profissionais que trabalham mais de seis horas é de 7,5 salários mínimos. o que corresponde a pouco mais de R$ 3.400, de acordo com a Lei Nº 4.950-A/66.

 

Flávio Luis Schmidt lembra, contudo, que o valor recebido na prática pode variar para jovens profissionais: “O recém-formado pode ser contratado em outra função, e não a de engenheiro de alimentos. Por isso, pode acabar ganhando menos por um período.”

 

Apesar disso, não há motivos para preocupação a quem pretende escolher o curso universitário na área. “O mercado atual está muito receptivo.”

 

Opinião do especialista

 

FLÁVIO LUIS SCHMIDT

COORDENADOR DO CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS NA UNICAMP

 

“Temos visto uma atuação cada vez maior de engenheiros em redes de supermercado e de fast-food, na área de logística de recebimento e estoque de produtos.”

 

Engenharia de alimentos

 

Salário inicial

R$ 3.400

 

Duração

10 semestres

 

Disciplinas

Microbiologia de alimentos, química dos alimentos, tecnologias de produtos de origem animal e vegetal

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