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Número de alunos que farão Enem em salas hospitalares mais do que dobra em 2015

Neste ano, 718 candidatos farão a prova em hospitais, a maioria em São Paulo, Minas Gerais e Ceará; no ano passado, foram 287

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2015 | 03h00

Assim como boa parte dos 7,7 milhões de candidatos que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste sábado, 24, Lilian Genorozo, de 20 anos, está ansiosa para a prova. Nos últimos seis meses, ela se preparou para tentar uma vaga em universidade pública ou uma bolsa pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) para cursar Ciências Contábeis.

A diferença de Lilian para os outros alunos é que ela estudou nos últimos meses e vai fazer a prova dentro do hospital, onde também faz tratamento para um câncer, que foi diagnosticado no final do ano passado. Ela é um dos pacientes do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), em São Paulo.

Lilian estava no segundo ano de Ciências Contábeis em uma faculdade particular de Governador Valadares, em Minas Gerais, quando descobriu a doença. “Tive que trancar o curso e me mudar para São Paulo para fazer o tratamento. Mas não quero desistir de fazer faculdade, por isso, vou tentar de novo para entrar em uma instituição daqui”, disse.

Aumento. Neste ano, o número de alunos que farão o Enem em salas hospitalares cresceu 2,5 vezes em relação a 2014. De acordo com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), 718 candidatos farão a prova em hospitais neste ano. No ano passado, foram 287. Os Estados com o maior número são: São Paulo (87 candidatos), Minas Gerais (71) e Ceará (58).

Kevin Sena, de 18 anos, também vai fazer a prova em uma sala hospitalar. No ano passado, ele também estava no hospital quando fez o Enem e passou em Letras na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mas não pode iniciar o curso por causa do tratamento para leucemia. “Ainda estava no começo do tratamento, mas agora já há uma expectativa para o controle então vou prestar de novo”, disse.

Sena disse que as aulas no Graacc não só o ajudaram a se preparar para a prova, mas também a ter uma distração durante o tratamento. “A gente fica muito tempo no hospital, muda toda a rotina. Foi muito bom continuar estudando para me distrair e lembrar dos objetivos que ainda tenho para a minha vida”. 

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