Novo secretário quer currículo para residência médica

O novo secretário-executivo da Comissão Nacional de Residência Médica, Antônio Carlos Lopes, quer criar um currículo fundamental para os residentes e garantir que todo programa tenha um supervisor. ?A maior parte dos cursos não tem currículo, modelo acadêmico nem metodologia de ensino?, afirmou Lopes. Quanto à supervisão, segundo ele, o problema está na falta de professores ou médicos suficientes para exercer a função.Professor titular e chefe da clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Lopes assumiu o cargo na comissão - vinculada à Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do Ministério da Educação ? propondo um modelo de residência que aproxime o aluno das necessidades sociais da comunidade. Isso significa formar indivíduos que não só saibam usar um moderno equipamento de ressonância magnética, mas sejam capazes de tratar problemas simples, como gripe e dor de ouvido.?É preciso resgatar o lado humano da medicina. O médico tem de colocar a mão no paciente?, afirmou o professor, que defende uma prática médica que valorize a relação entre profissional e paciente. A residência médica é uma espécie de pós-graduação que o graduado em Medicina faz para concluir sua formação, treinando para ser médico.Lopes disse que o exame de seleção dos candidatos a residência também passará por mudanças. Ele quer um modelo de seleção que ?contemple o saber e não a decoreba?. O professor não detalhou as medidas que pretende tomar para implementar as mudanças.

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