Novo provão avaliará mais calouros que veteranos

O novo provão do ensino superior vai avaliar este ano 156 mil estudantes, uma amostra equivalente a 44% dos alunos de universidades e faculdades brasileiras. Com as novas regras, a maior parte dos avaliados - cerca de 100 mil - será de estudantes que estão no equivalente ao primeiro ano do curso.A nova prova, chamada de Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), vai avaliar estudantes da primeira fase do curso - aqueles que tenham cumprido entre 7% e 22% das disciplinas do currículo - e do último ano, com pelo menos 80% das cadeiras concluídas, como uma forma de analisar a evolução que as faculdades proporcionaram aos alunos.Os alunos que serão obrigados a fazer a prova, no entanto, serão escolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep) de forma aleatória.Listas de alunosAté a metade de agosto as instituições que participarão do novo exame - 2.137 cursos de 13 áreas - terão de enviar ao Inep os estudantes que se encaixam no perfil determinado. A partir daí, os alunos serão escolhidos por sorteio, respeitando o número da amostra para cada instituição.A prova, a ser realizada no dia 7 de novembro, será uma para cada área a ser avaliada, mas a mesma para todo o País. Assim como o antigo provão, os resultados servirão para classificar as instituições em cinco níveis, mas não está definido ainda se serão usadas letras de A a E para representar a escala, como era feito anteriormente.Por áreasO Inep definiu 52 áreas de conhecimento que foram divididas em três grandes grupos. Cada um deles fará a prova em um ano e repetirá depois de dois anos.Em novembro deste ano serão avaliados 13 cursos - Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia - representando a área de ciências da saúde e biológicas.O Inep chegou a considerar a hipótese de incluir a área de educação nessa primeira prova. O tempo curto, no entanto, levou os técnicos a decidirem por um número menor de instituições a serem avaliadas.

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