Nova York terá polêmica escola pública hebraica

Escola está gerando debates sobre a proposta de educação das escolas públicas

AP,

03 de fevereiro de 2009 | 18h39

Dois anos depois da estreia de uma escola pública controversa que se concentra na língua e cultura árabe, uma escola hebraica está abrindo em Nova York, gerando mais debates sobre a proposta de educação das escolas públicas.  Veja também: Críticas ameaçam a sonhada escola árabe-americana em NY Aqueles que apoiam a proposta da nova escola, marcada para ser inaugurada neste outono, dizem que ela tem apelo para diversos grupos étnicos e religiosos além dos judeus. Mas críticos perguntam se uma escola deve celebrar uma cultura em particular.  "Eles estão tentando transmitir valores culturais e identidade, e esse não é o propósito de uma escola pública", disse Michael Meyers, diretor executivo da New York Civil Rights Coalition. No mês passado, a União Americana pelos Direitos Civis entrou com um processo contra uma escola em Minnesota que atende alunos muçulmanos, e uma escola hebraica na Flórida levou a debates sobre a separação entre igreja e Estado.  A escola hebraica de Nova York deve ficar na região do Brooklyn, que tem um número considerável de judeus, incluindo imigrantes da antiga União Soviética, mas é formada por três quartos de negros, hispânicos e asiáticos.  Sara Berman, presidente do conselho escolar, disse que judeus e não judeus se beneficiarão do aprendizado de hebraico. "Nós acreditamos que aprender uma segunda língua ajuda as crianças em outras maneiras além da língua em si", disse, citando estudos que sugerem que aprender novas línguas estimula o desenvolvimento cerebral.  A escola foi aprovada pelo Estado com apenas um voto contrário no dia 13 de janeiro. "Qualquer oportunidade para crianças aprenderem uma nova língua, seja ela hebraico ou qualquer outra, é benéfica", disse Maureen Gonzalez-Campbell, a diretora, que é negra e fala hebraico.  Gonzalez-Campbell disse que os pais serão atraídos para a escola pelo número de professores - serão dois por sala, um falando em hebraico e outro em inglês - e pelo rigor acadêmico.  A escola, que ainda não tem uma localização certa, deve abrir com 150 alunos do maternal à primeira série e depois crescer para 450 alunos.  Berman disse que a escola não vai promover a religião judaica, mas usar textos seculares para ensinar o hebraico moderno.

Tudo o que sabemos sobre:
EscolasNova York

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.