Nova universidade futurista estudará avanços da tecnologia

A Universidade Singularity ficará nos prédios da Nasa no Vale do Silício e já recebeu US$ 1 mi do Google

AP,

03 de fevereiro de 2009 | 16h56

A tecnologia está mudando o mundo tão rapidamente que mesmo os gênios precisam de ajuda para entender tudo.  Essa é a ideia por trás da Universidade Singularity, uma escola pouco convencional que irá abrigar sua primeira classe de 30 alunos de graduação neste verão. Eles farão um curso de nove semanas explorando as maneiras de garantir que a tecnologia melhore a situação da humanidade ao invés de piorá-la.  Os fundadores da Singularity planejavam revelar as grandes ambições da escola nesta terça-feira, 3, em Long Beach, na conferência anual de Tecnologia, Entretimento e Design, conhecida como TED.  A escola ficará no campus da Nasa no Vale do Silício e gira em torno do conceito de que avanços exponenciais que ocorrem em diversos campos devem usados para resolver problemas como pobreza, doenças, aquecimento global e fornecimento de energia.  "A lei de retornos acelerados significa que a tecnologia eventualmente será um milhão de vezes mais poderosa do que é hoje e causará transformações profundas", disse o futurista Ray Kurzweil, cujo livro de 2005, "A Singularidade está próxima", inspirou o nome da escola.  Se as pessoas não puderem lidar com o que virá, a sociedade poderá ser esmagada, disse Paul Saffo, que faz previsões sobre tecnologia e será parte do grupo de professores da Universidade.  "Um dos nossos maiores desafios é fazer com que as pessoas antecipem as consequências de nossas invenções e como elas podem perturbar a ordem das coisas", disse Saffo. Kurzweil, que será o chanceler da universidade, começou a discutir o conceito para a escola há dois anos com Peter Diamandis, que preside a Fundação Prêmio X e fundou da Universidade Espacial Internacional em 1987.  A Universidade Singularity encontrou uma casa em setembro quando a Nasa concordou em permitir que a escola usasse alguns dos prédios em seu Centro de Pesquisas Ames, próximo a proeminentes companhias do Vale do Silício como o Google, o Yahoo, Intel e Cisco.  A localização deve tornar mais fácil atrair palestrantes convidados de grandes empresas de tecnologia, assim como levantar dinheiro para sua causa.  O Google já contribuiu com mais de US$ 1 milhão, e diversas outras companhias planejam doar pelo menos US$ 250 mil, disse Diamandis. A matrícula de nove semanas na universidade custará US$ 25 mil, mas custará mais que dinheiro para ser aceito. Eles pretendem se concentrar nos alunos mais brilhantes "que tenham interesse de lidar com grandes questões", afirmou Diamandis.  Estudantes passarão três semanas de imersão em 10 campos de estudo, incluindo computação, biotecnologia, inteligência artificial, energia, advocacia e economia. Outras três semanas serão gastas no aprofundamento de um dos campos antes de devotar as três semanas finais a um projeto especial.  Para se candidatar a uma vaga ou conhecer mais sobre a universidade entre no site da instituição: singularityu.org.

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