Nova revista trata História do Brasil com dinâmica jornalística

Análises e reflexões sobre a história do País, em linguagem acessível e em formato jornalístico, com uma tiragem de 50 mil exemplares, distribuídos mensalmente em cerca de 10 mil bancas: a revista Nossa História chega esta semana ao mercado, após seu lançamento oficial, nesta terça-feira, na Biblioteca Nacional, no Rio.A edição é um projeto da Editora Vera Cruz e o objetivo é dar ao grande público acesso a textos que apresentem uma leitura crítica sobre ?as raízes e a atualidade do Brasil?.?Nossa História pretende estimular o gosto pela história de nosso país, ajudando os brasileiros a pensá-lo de maneira crítica e consistente. Afinal, gostar da História do Brasil é uma das maneiras de se empenhar na busca de um país melhor?, escreve o historiador e editor da revista, Luciano Figueiredo.O primeiro número de Nossa História tem como chamada de capa um artigo assinado por Ronaldo Vainfas, Brasil de Todos os Pecados: Erotismo e Religião se Mesclavam nos Tempos de Colônia. O tema é a relação do sexo com a religiosidade, na pista da impressão dos inquisidores do Santo Ofício, para quem se pecava muito no Brasil Colônia.Textos de acadêmicosAssim como Vainfas, outros importantes acadêmicos brasileiros, de diversas áreas e enfoques, assinam textos na revista. Jorge Coli, por exemplo, comenta o quadro A Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meirelles, na seção Olhares. Francisco Alambert fala da importância de Mário de Andrade e de seu Macunaíma para se entender melhor o Brasil.Eduardo Bueno reforça o fato de que muitos dos males da burocracia brasileira, da corrupção, do nepotismo dos dias de hoje, têm suas raízes lá atrás no passado, mais precisamente no século 16, época de Pero Borges, primeiro ouvidor-geral do Brasil, nomeado pelo rei d. João III. Lúcia Paschoal Guimarães conta a história da troca de pretendentes que fizeram com que a princesa Isabel ? e não sua irmã, Maria Leopoldina ? casasse com o conde d?Eu.Biblioteca NacionalNossa História explora uma faixa do mercado editorial ainda desconhecida no Brasil e, por isso, a Editora Vera Cruz ainda não sabe como será sua evolução. ?Na Espanha, existem três publicações com este perfil que somam cerca de 200 mil exemplares, e aqui estamos começando com 50 mil?, diz o diretor Adalmir Sampaio Gomes. Ele não revela o investimento e explica que a idéia de uma revista assim surgiu do próprio controlador do Grupo Alfa, Aloísio Farias.A Editora Vera Cruz foi criada há quatro meses pelo Grupo Alfa ? um conglomerado com forte atuação no setor financeiro ? e este é o seu primeiro título, segundo o diretor. A revista é produzida por uma redação com 20 pessoas, no Rio de Janeiro, e tem a Biblioteca Nacional como instituição integrante do conselho editorial. ?A Biblioteca Nacional faz a análise rigorosa dos artigos, para garantir sua qualidade, e trata de toda a revisão de conteúdo da revista?, explica Gomes.O produto chega às bancas com preço de R$ 6,80. Nossa História é impressa em papel couchet 80g e tem capa em couchet 150g envernizado. ?É uma publicação de qualidade, que na Europa custaria o equivalente a R$ 15 e no Brasil poderia ser vendida a pelo menos R$ 9?, comenta o diretor.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2003 | 17h13

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