Nova reitora quer PUC-SP prestando mais serviços

Promover uma política de captação de recursos, por meio da prestação de serviços qualificados, e com isso amortizar a dívida bancária e equilibrar as contas da universidade. Com essa proposta, a professora do departamento de Sociologia e atual presidente da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maura Pardini Bicudo Véras, de 62 anos, vai assumir a reitoria da instituição em dezembro.Maura foi eleita com 41% dos votos ponderados de alunos, professores e funcionários, em um processo que terminou na sexta-feira. Também concorriam ao cargo o diretor da Faculdade de Direito, Dirceu de Mello, que obteve 35,1% dos votos, e a secretária municipal de Assistência Social de São Paulo, Aldaíza Sposati, que teve 23,9% dos votos.O resultado da votação será encaminhado ao cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, grão-chanceler da universidade, e deverá ser homologado pelo papa João Paulo II.DívidaA nova direção da universidade assumirá em situação difícil: há uma dívida de R$ 30 milhões e um histórico de problemas que, em alguns momentos, dificultou o pagamento dos salários dos professores. Ciente da situação, Maura propõe modificar, a longo prazo, a composição do orçamento da PUC."Somos uma universidade de tradição histórica, com a proposta de não ser uma instituição elitista. Mas a grande contradição é que temos uma receita que depende exclusivamente da mensalidade dos alunos", afirma Maura.Do orçamento da faculdade, 90% dos recursos vêm das mensalidades e 10% se originam da prestação de serviços, segundo a socióloga."Precisamos implementar uma política mais agressiva de captação de recursos, com órgãos de fomento, financiadores de pesquisa, verbas públicas e privadas. Temos várias áreas do saber que podem oferecer serviços qualificados. Desse modo, inverteríamos a proporção que a mensalidade ocupa na receita."Serviço comunitárioNo campo da atividade acadêmica, Maura afirma que pretende estimular a prestação de serviços comunitários pelos alunos e o ingresso em projetos multidisciplinares de pesquisa, que reúnam da iniciação científica ao pós-doutorado."Queremos que os estudantes tenham muita prática acadêmica e a possibilidade de fazer um trabalho social. Isso dinamiza a universidade."

Agencia Estado,

23 de agosto de 2004 | 14h41

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.