Nova prova do Enem será para 9,5 mil

Número de prejudicados é maior do que estimativa inicial do governo; aplicação ocorrerá em cerca de 200 municípios

O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2010 | 05h00

O Ministério da Educação terminou ontem a revisão das atas das salas de aula onde foi aplicado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no mês passado e concluiu que 9,5 mil estudantes foram prejudicados por erros no caderno de questões amarelo. Segundo o governo, todos esses alunos já receberam um comunicado por e-mail, carta ou mensagem de celular para refazerem a prova na quarta-feira.

O número é bem maior do que o estimado pelo próprio ministério logo após a aplicação da primeira prova, no início de novembro. Na ocasião, o governo afirmou que cerca de 2,5 mil alunos haviam recebido cadernos de questões com problemas.

Alunos que receberam o comunicado, mas não se sentiram prejudicados ou não querem fazer um novo exame não são obrigados a comparecer. Quem não realizar a nova versão, terá a prova original corrigida.

A prova será reaplicada em cerca de 200 municípios das 13 às 17 horas. As normas de segurança do edital do Enem 2010 são as mesmas para a nova prova. Os alunos devem se apresentar com uma hora de antecedência no local da prova, com o novo cartão de inscrição (que estará disponível no site www.inep.gov.br) e um documento de identidade com foto, além de caneta esferográfica preta. Lápis, relógio e qualquer outro aparelho eletrônico continuam proibidos.

Confusão. Apesar de todos os esforços do ministério, como dispensa de licitação para contratar o consórcio responsável pelo exame, ajuda da Polícia Federal para fazer a segurança e dos Correios para distribuir as provas, o Enem deste ano foi novamente marcado por falhas - no ano passado, houve vazamento da prova, denunciado pelo Estado.

Além dos cadernos de cor amarela com problemas, o caderno de resposta trazia o cabeçalho invertido, o que provocou confusão entre os estudantes. Em muitos locais, alunos usaram relógio e chegaram a conversar no celular. No interior da Bahia, uma professora vazou o tema da redação para o filho.

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