Nova prova do Enem será em 15 de dezembro

Exame ocorrerá em uma quarta-feira para 2.817 candidatos que tiveram problemas com a prova amarela, realizada dia 6 de novembro

Estadão.edu

23 Novembro 2010 | 14h47

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que as novas provas de ciências humanas e ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os alunos prejudicados por erros de impressão nas provas de 6 de novembro serão realizadas no próximo dia 15 de dezembro, às 13 horas.

Segundo o órgão, a análise das 116.626 atas dos locais de prova está em processo, com o objetivo de identificar todos os candidatos que não tenham conseguido substituir as provas com problemas. O Inep afirma que foram localizados 2.817 estudantes – número que significa menos de 0,1% do total de alunos.

A nota do Inep afirma que os alunos identificados devem ser comunicados da nova data por e-mail, SMS e telefoneEles devem receber também um novo cartão de confirmação de inscrição, no qual deve constar o local onde devem se apresentar.

 

Como a prova será realizada numa quarta-feira, os estudantes receberão uma declaração de comparecimento, para justificar “eventual ausência do ponto de trabalho após a prova”. O Inep afirmou que as normas de segurança para a nova prova são as mesmas do edital 2010 do Enem. Ou seja no dia da prova, os candidatos devem se apresentar com uma hora de antecedência. Eles devem levar o novo cartão de inscrição (que estará disponível no site do Inep nos próximos dias, um documento de identidade com foto e caneta esferográfica preta.

 

O problema na prova foi identificado em 6 de novembro. Segundo alunos, em alguns cadernos faltavam folhas e questões; outros apresentavam perguntas repetidas. Houve também casos em que o caderno amarelo veio com folhas do caderno branco encartadas. Foram identificadas até 31 questões com problemas de impressão na prova amarela.

Ação. A Defensoria Pública da União no Rio anunciou que ajuizará ação civil pública contra o MEC, o Inep e os consórcios organizadores e de impressão das provas do Enem pelas falhas no exame. “Já que não foi acolhida a ideia de realizar um novo exame para todos que se sentiram lesados, a saída que encontramos foi pedir indenização por danos morais”, disse o defensor público federal André Ordacgy. A intenção é pedir um salário mínimo para cada um dos candidatos que se sentiram lesados. / COLABOROU LARISSA LINDER, ESPECIAL PARA O ESTADÃO.EDU

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