Nova data do Enem vai ser decidida na segunda-feira

MEC reúne-se com universidades para organizar o calendário do exame e dos vestibulares

Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo ,

03 Outubro 2009 | 18h36

A nova data da prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) vai ser decidida na segunda-feira, 5, numa reunião de representantes do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com reitores das 55 universidades públicas e 31 instituições federais de ensino.

 

O MEC quer organizar as datas do Enem e dos vestibulares das universidades para que os alunos possam manter a expectativa de realizar as provas que desejarem e, ao mesmo tempo, as instituições não percam a chance de usar a nova prova do exame do ensino médio como teste de acesso direto ao ensino superior.

 

No sábado, os técnicos do MEC e do Inep ficaram o dia todo reunidos na sede do instituto, em Brasília. Para este domingo está agendada uma nova rodada de conversas para avaliar as falhas que levaram ao cancelamento do Enem, que deveria ter sido realizado neste fim de semana.

 

O exame foi cancelado pelo ministro Fernando Haddad (Educação) na madrugada de quinta-feira, após o Estado ter alertado o MEC de que a prova havia vazado. Dois homens entraram em contato com a reportagem pedindo R$ 500 mil para vender as provas. Por razões éticas, o Estado de S. Paulo não compra informações.

 

A nova prova do Enem, informou o diretor do Inep, Reynaldo Fernandes, já está pronta – uma prova de reserva também está montada e guardada em um cofre do instituto, em Brasília.

 

O ministério está correndo contra o tempo, mas, mesmo assim, os técnicos avaliam que devem aplicar o teste só na segunda quinzena de novembro porque precisam refazer toda a logística de impressão, embalagem e distribuição e também corrigir as falhas de segurança detectadas na estratégia do exame marcado para este fim de semana.

 

O MEC diz que trabalha com três opções para a nova prova: entregar ao mesmo consórcio (Connase) a logística da nova prova; assumir com auxílio dos Correios e das Forças Armadas o esquema de distribuição do novo Enem; ou contratar, de maneira emergencial, uma nova empresa para imprimir, distribuir e aplicar o teste. O Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connase), formado por três empresas (Consultec, FunRio e Cetro) foi o vencedor da licitação para aplicar a prova cancelada.

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