Notas de corte da Fuvest sobem e indicam prova mais fácil

Lista de candidatos aprovados será divulgada no dia 15 de dezembro; segunda fase será entre 6 e 10 de janeiro

Da Redação,

10 de dezembro de 2008 | 08h58

A Fuvest divulgou nesta quarta-feira, 10, as notas de corte do vestibular 2009. As notas estão disponíveis no site da Fuvest. O curso mais concorrido é Medicina, com nota de corte de 77 pontos. As provas foram realizadas no dia 23 de novembro. As maioria das notas de corte subiu neste ano em relação às provas passadas, o que mostra que a prova estava mais fácil. O melhor desempenho foi de um aluno condidato a Medicina, que acertou 88 das 90 questões.   Veja também: A lista completa com as notas de corte da Fuvest  Correção da prova de Português (1) Correção da prova de Português (2) Correção da prova de História Correção da prova de Inglês Correção da prova de Geografia Correção da prova de Biologia Correção da prova de Química Correção da prova de Matemática Correção da prova de Física Confira o gabarito da 1ª fase da Fuvest  Confira a prova da 1ª fase da Fuvest  Fuvest encolhe e tem menor número de candidatos em 10 anos Planejamento é o segredo para ler obras obrigatórias Lista de relação candidatos-vaga da Fuvest Agenda dos vestibulares      Na comparação com 2007, o último ano em que a prova teve 90 questões - em 2008, o exame foi de 89 perguntas - as notas de corte de todas 15 carreiras mais procuradas subiram. As maiores altas foram registradas nos cursos de Engenharia Civil em São Carlos (49 pontos de nota de corte em 2007, 61 em 2009), Engenharia Aeronáutica em São Carlos (64 para 72) e oficial da PM (48 a 62).   A nota de corte é definida de forma a garantir a aprovação para a segunda fase de, em média, três candidatos para cada vaga disponível nos cursos em jogo.   Cerca de 138 mil candidatos disputaram as vagas no vestibular mais concorrido do País. Para a segunda fase, foram selecionados 36.145 candidatos - 38.606 incluíndo os treineiros. Das vagas, 10.557 são para a Universidade de São Paulo (USP), 100 para a Santa Casa e 50 para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Esta foi a terceira vez em que as questões da prova da Fuvest não foram dividas por disciplina. Cerca de 10% do exame é de perguntas interdisciplinares.   Avaliação dos professores   Para a coordenadora do cursinho do Objetivo e professora de geografia, Vera Lúcia da Costa Antunes, não é só o nível de dificuldade de prova que determina as notas de corte mais altas. "É claro que é uma prova de nível de dificuldade mais baixo, se você for comparar com uma prova da GV ou da Ibmec, mas não é só isso. A questão aqui é que os alunos sabem o que querem e estão se preparando muito", explicou.   Além da maior preparação dos alunos que buscam vagas em escolas públicas, Vera Lúcia aponta o Enem, a porcentagem de alunos vindos de escolas públicas e o ensino direcionado em escolas particulares como outros fatores para as notas de corte mais altas.   A professora lembra, no entanto, que cursos importantes e concorridos como economia e administração tiveram menores notas de corte esse ano. "E isso não quer dizer que os alunos estejam menos preparados, diversos outros fatores interferem nesta queda, como a concorrência", afirma.   O coordenador de vestibular do curso Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, também acredita que a maior preparação dos alunos, e não a facilidade da prova, teve um papel fundamental nas maiores notas de corte e lembra que a situação pode estar chegando a um limite. "Pode ser que a prova no ano que vem seja muito mais difícil e as notas de corte baixem. Elas não podem continuar subindo sempre."   O coordenador do cursinho do Etapa, Carlos Eduardo Bindi, discorda. Para ele, os alunos não estão mais preparados, mas o exame é que está mais simples. "De uns anos para cá, a figura do Enem passou a ser um ponto de referência para provas de vestibular. Ele mostrou que a simplicidade não prejudica a determinação da situação dos candidatos e passou a determinar o que é razoável ou não pedir", explica.   Para Bindi, o exame intencionalmente mais simples é uma prova bem feita, que avalia bem e "espalha melhor as notas e acaba sendo melhor para todos os alunos. Aqueles que vão bem, vão muito bem. Os que vão mal, continuam indo mal."   Segunda Fase   A lista com os candidatos aprovados para a segunda fase será divulgada no dia 15 de dezembro. Serão convocados três por vaga nessa etapa, incluindo o acréscimo de notas do Enem. A segunda fase será aplicada entre 6 e 10 de janeiro, em locais de prova a serem divulgados. Os exames começarão, novamente, às 13 horas.   Apesar de o exame deste ano registrar o menor número de candidatos da última década, a procura pelos cursos de Engenharia aumentou: o volume de inscrições cresceu em 9 das 12 carreiras para engenheiros. Segundo especialistas, a demanda por profissionais da área, impulsionada pelo crescimento econômico dos últimos anos, explica o interesse dos jovens Fuvest. No curso de Engenharia Civil da USP de São Carlos, por exemplo, o número de inscrições aumentou 84,32%. No ano passado, a concorrência era de 11 candidatos para cada vaga. Hoje, já são 20.   Na segunda fase serão quatro horas de duração máxima para a prova de português, e três para as demais. A prova de português será no dia 4 de janeiro, a de história ou química no dia 5, a de geografia ou biologia no dia 6, a de física no dia 7 e a de matemática no dia 8. A lista de aprovados sai em 4 de fevereiro.     (Com Giovanna Montemurro, do estadao.com.br)   Ampliada às 17h50

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