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Notas baixas no fim do ano: o que fazer?

Especialistas dão dicas para lidar com o baixo desempenho na reta final do ano letivo

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 07h00

A aproximação do fim do ano escolar é motivo de alívio para uns e ansiedade para outros. Crianças com notas baixas têm, nos últimos três meses do ano, o desafio de reverter o baixo desempenho para evitar recuperação e repetência, e os pais podem ser aliados nesse processo.

Especialistas ouvidas pela reportagem destacam o papel da família no desempenho escolar e apontam dicas para que os alunos retomem o controle sobre os estudos. Para a pedagoga Taís Bento, do site SOSEducação, parceiro do Estado, o momento é uma oportunidade para mostrar aos filhos que eles são responsáveis pelo processo. 

"É muito importante que o pai se controle e tente mostrar para o filho que é responsabilidade dele estudar", diz Taís. O desespero dos pais sobre as notas baixas, diz, pode ter impacto na autoestima da criança. "É importante mostrar para o filho que ele é capaz de conseguir, com esforço e dedicação."

 

Notas baixas em matérias específicas podem significar dificuldades pontuais com determinados temas, mas médias insuficientes em todas ou na maioria das matérias mostram, em geral, problemas em estabelecer um ritmo de estudo, diz Taís. 

Sobre esse aspecto, Taís destaca a importância de uma rotina com intervalos de descanso e de mesclar os estudos com outras atividades de que a criança goste, como esportes - mesmo na reta final do ano. 

Já para a especialista em Psicopedagogia Irene Maluf, em caso de baixo desempenho, o momento do ano pede mais foco. "Dá para a criança começar a se empenhar e aprender, mas não dá para ver a matéria de um mês em uma aula particular. O que eu recomendo é que os pais reflitam sobre o que o filho faz durante o dia", diz Irene.  

Segundo ela, os pais devem montar uma agenda para o filho. "Comece a tirar tudo o que é aula extracurricular, como música e inglês, e coloque a criança para estudar. Ele vai começar a entender que depende dele passar ou não de ano", defende Irene.  

A especialista, no entanto, destaca a importância de diferenciar casos de pouco estudo com situações de dificuldade de aprendizagem, que ocorrem, segundo Irene, "quando o empenho da criança, a quantidade de horas que estuda e o esforço não correspondem à nota."

 

Escola. A ponte dos pais com a escola é importante, de acordo com as especialistas. "Os pais têm o direito e o dever de ir à escola e falar com a professora e orientadora. Tem de ter uma relação de presença muito forte", diz Irene. 

A relação com os professores, no entanto, não deve ser no sentido de favorecer o desempenho do filho a qualquer custo, mas de ajudá-lo a se tonar responsável pelo próprio estudo. "Infelizmente está cheio de pais e mães que pensam em facilitar a vida do filho para ele ter uma nota mais alta. Os pais carregam a infância dos filhos até onde dá." 

 

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