Reprodução/Facebook
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No Rio, IFRJ e Pedro II concentram movimento de alunos

Sete unidades dessas instituições federais foram tomadas; docentes e técnicos do colégio vão entrar em greve na sexta

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2016 | 03h00

No Estado do Rio, sete instituições estão tomadas por estudantes, todas federais: cinco unidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio (IFRJ) e dois câmpus do Colégio Pedro II. Só três ficam na capital: a unidade do IFRJ em Realengo, na zona oeste, e os câmpus de Realengo e Engenho Novo (zona norte) do Pedro II. As outras quatro escolas ficam em São Gonçalo (Região Metropolitana), Duque de Caxias, Nilópolis (ambos na Baixada Fluminense) e Engenheiro Paulo de Frontin (centro-sul fluminense).

No Colégio Pedro II, a unidade de Realengo está ocupada desde o dia 20, enquanto na unidade do Engenho Novo a ocupação começou na noite desta segunda-feira, 24. Outro câmpus do Pedro II (São Cristóvão 3) debateria ontem à noite a adesão.

 

 

Professores e técnicos administrativos do Colégio Pedro II decidiram entrar em greve a partir de sexta-feira. A decisão foi tomada durante assembleia promovida na noite desta terça pelo Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), da qual participaram 535 profissionais. As principais reivindicações são as mesmas do movimento de ocupação das escolas: combater a PEC 241, a Medida Provisória 746 e o projeto de lei da “escola sem partido”. O Sindscope também defende mais verbas para a Educação, ampliação do número de vagas em concurso público para servidores e outras medidas relacionadas às condições de trabalho. A direção do colégio não havia se manifestado até 20 horas.

Faixas. O Sindscope está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por ter instalado faixas “Fora, Temer” em câmpus do colégio. Os três coordenadores gerais do sindicato prestaram depoimento ao procurador da República Fábio Moraes de Aragão no dia 18. Em 26 de setembro, Aragão enviou ao reitor e a diretores a Recomendação 49/2016, em que orienta, no prazo de 72 horas, a “retirada imediata dos cartazes” e se “proíba a colocação futura”.

O procurador fundamentou a iniciativa em depoimento de pai de aluno, que disse ter pedido à diretora de um câmpus que retirasse as faixas e ela teria se recusado. Ele também contou ter flagrado “dois professores incentivando os alunos a lutarem contra o golpe”. Para o procurador, os servidores podem ter cometido crime de improbidade administrativa. As faixas foram retiradas, mas o sindicato já preparou outras.

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