Colégio Miguel de Cervantes
Colégio Miguel de Cervantes

Universidades do exterior analisam atividades extras e perfil para aceitar novos alunos

Além dos conhecimentos das disciplinas, instituições de fora do País levam em consideração outros componentes, como histórico acadêmico e cartas de recomendação

Alex Gomes, especial para o Estadão

16 de novembro de 2021 | 05h00

Ano a ano tem crescido o número de estudantes do ensino médio interessados em fazer uma graduação no exterior. Para esses, uma rota de ensino que equilibre conteúdo e formação para a vida é fundamental para ter alguma chance de fazer as malas.

No exame de seleção americana para entrar em uma universidade, gabaritar a prova não é suficiente. Metade dos estudantes que acertam tudo no Scholastic Aptitude Test (SAT) é rejeitada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), por exemplo.

É que, além dos conhecimentos das disciplinas, outros componentes são considerados, como histórico acadêmico, cartas de recomendação e perfil do candidato. Daí a importância de atividades extracurriculares – da prática de esportes a trabalho voluntário.

É uma lógica diferente de seleção, que já começa no uso do vocabulário. Aqui no Brasil, o estudante passa no vestibular. Lá, é aceito pela instituição.

Acompanhamento desde cedo

Com o aumento no interesse por graduações no exterior, o Colégio Miguel de Cervantes criou em 2019 uma área de Relações Acadêmicas Internacionais, que assessora alunos interessados em estudar em países da Europa ou em destinos como Canadá e Estados Unidos.

O trabalho de acompanhamento pode começar já nos anos finais do ensino fundamental, porém se intensifica nas duas últimas séries do ensino médio. O trabalho de tutoria envolve oficinas para desenvolvimento de cartas de apresentação e encontros com profissionais das mais diversas áreas, para proporcionar uma visão geral sobre o mercado de trabalho.

“Como países como Estados Unidos e Reino Unido fazem uma análise mais holística dos candidatos, precisamos começar a preparar os alunos desde cedo, já no 8.º ou 9.º ano do ensino fundamental”, afirma Cibele Alonso, responsável pela área de Relações Acadêmicas Internacionais da instituição. “Eles precisam saber que a nota não é suficiente. Que serão observados também pelo envolvimento em atividades extras e projetos sociais”, explica.

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