Gretchen Ertl/The New York Times
Gretchen Ertl/The New York Times

No exterior

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Luiza Pollo, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2016 | 03h00

Se o objetivo do estudante é networking, é melhor optar por um curso presencial. Portanto, para quem pretende fazer carreira no exterior, nada melhor do que escolher um MBA no país de interesse.

Nesses casos, no entanto, a coach pessoal e profissional Paula Braga alerta que o planejamento deve começar mais cedo. “A idade média dos alunos que optam pelo MBA no Brasil é de 34 anos. Nos Estados Unidos é de 27. É preciso pensar no seu momento de carreira comparado ao dos colegas da sala, já que um dos principais ganhos do MBA é o networking.”

De acordo com a especialista, é preciso ter esse plano em mente ao sair da faculdade. Assim, o aluno tem tempo suficiente para encontrar a instituição ideal e se preparar para a seleção no exterior, que costuma ser mais trabalhosa.

O Graduate Management Admission Test (Gmat) é um passo a mais na hora de aplicar para um curso fora. O exame avalia competências para selecionar executivos com perfil de liderança. Segundo Paula, o ideal é começar a estudar um ano antes para garantir uma boa nota na prova.

Mais cobiçadas. Instituições como a Harvard University, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Princeton University e a Kellogg School of Management (da Northwestern University) são algumas das mais procuradas. Elas exigem, no processo de candidatura, que o aluno escreva redações que justifiquem a escolha por um MBA especificamente naquela universidade.

Por isso, Paula orienta que o executivo entenda a proposta da instituição e saiba com segurança o que pretende atingir no curso. Uma única redação para todas as instituições não será suficiente. É preciso explicar por que seus objetivos combinam com a proposta daquela universidade específica.

Além do longo processo de candidatura e do planejamento para passar dois anos fora, outra questão que pode pesar em um curso no exterior é o custo. Alguns MBAs podem chegar a US$ 200 mil. As universidades costumam oferecer financiamento, opções diferentes de pagamento ou mesmo bolsas de estudo. Mas, antes de se candidatar, vale a pena estudar as possibilidades de cada instituição para não desperdiçar tempo e dinheiro.

O retorno financeiro também não é garantido. Segundo Paula, para garantir um bom aproveitamento, é preciso focar na oportunidade de fazer contato com executivos de grandes empresas no mundo todo. “Não é super fácil. É importante fazer uma reflexão anterior. Mas, se o aluno sabe o que quer, desde o primeiro dia vai fazer networking, vai muito além do estudo de conteúdo.”

Uma opção pode ser os cursos de universidades estrangeiras no Brasil. A Katz, faculdade de Administração da University of Pittsburgh, tem MBA em São Paulo. Os professores são da instituição, as aulas, todas em inglês. Em quatro momentos, todos os alunos têm aulas em conjunto em algum lugar do mundo. Além de Estados Unidos e do Brasil, países como a China estão no roteiro.

“Na última turma, 20% dos alunos se mudaram para fora do País. Acaba sendo uma preparação para os executivos terem uma visão internacional e assumirem responsabilidades em qualquer lugar do mundo”, diz Karla Alcides, diretora do EMBA (MBA Executivo) da University of Pittsburgh na América do Sul.

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