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No Dia de Finados, grupo coloca faixas de luto em escola fechada

Colégio da zona norte não receberá mais alunos em 2016; medida foi anunciada na última semana pelo governo estadual

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

02 Novembro 2015 | 16h40

SÃO PAULO - Cerca de 40 moradores do Piqueri, na zona norte, fizeram um ato nesta segunda-feira, 2, contra o fechamento da Escola Estadual Silvio Xavier. No Dia de Finados, eles colocaram faixas pretas de luto em volta do prédio da escola, que não receberá alunos da rede a partir de 2016, como anunciou a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) nesta semana. 

O grupo era formado por professores, estudantes, pais de alunos e vizinhos da escola. Os organizadores da manifestação também aproveitaram o momento para explicar a situação para a comunidade. O destino do prédio ainda é incerto. Poderá ser repassado, segundo a Secretaria da Educação do Estado (SEE), à Prefeitura, para abrigar uma creche, ou ao Centro Paula Souza, para receber uma escolas técnica (Etec) ou faculdades de Tecnologia (Fatec). 

"Além de divulgar o problema, queremos mostrar nossa indignação com o fechamento da escola", disse Greice Lemos, de 38 anos, uma das participantes do ato, realizado entre o fim da manhã e o começo da tarde desta segunda. Ela é mãe de um aluno do 7.º do ensino fundamental, que irá para outro colégio em 2016. A Silvio Xavier tem aulas do fundamental 2 (6.º ao 9.º anos) e ensino médio. 

A SEE tem afirmado que os alunos não serão transferidos para escolas a mais de 1,5 quilômetro de distância, mas os pais ainda não foram informados oficialmente sobre quais unidades vão receber os filhos. O fechamento da escola, segundo Greice, também preocupa os vizinhos por causa da segurança. "Sem a ronda escolar, pode haver aumento de violência", afirmou.  

Na semana passada, o governo estadual anunciou o fechamento de 94 escolas. A medida faz parte de um projeto de reorganização da rede estadual, com o objetivo de que cada colégio tenha somente um dos três ciclos (fundamental 1, fundamental 2 ou ensino médio). Com isso, 43% das 5,1 mil escolas da rede terão só um ciclo em 2016. A secretaria defende que separar os colégios por faixa etária vai ajudar na melhoria de aprendizagem. 

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