No Ceará, estado menos desigual, diferença é quase nula

Em língua portuguesa, a diferença é de apenas 2 pontos; em matemática, 4,4 pontos

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2016 | 08h05

SÃO PAULO - O Estado do Ceará é o que melhor consegue equalizar as notas de sua rede em qualquer nível socioeconômico (NSE) no País.  Em 2015, a diferença de nota em língua portuguesa entre escolas de NSE mais baixo e mais alto foi de apenas 2 pontos. Em matemática, o número é praticamente igual: há uma diferença de 4,4 pontos. O Estado conseguiu diminuir consideravelmente a distância entre suas notas desde 2009, quando as diferenças eram, respectivamente, de 19 e 17,2 pontos, ficando atrás do Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Sergipe e Bahia. 

O secretário de educação do Estado, Idilvan Alencar, lembra que existe uma parceria entre as escolas que faz com que elas compartilhem boas ações pedagógicas. "As 150 que tiverem o melhor desempenho apoiam as 150 com pior, desenvolvendo um plano de trabalho pedagógico. Isso gera uma troca de expertise", explica. Ele lembra também que o Estado faz avaliações próprias de desempenho e que há uma preocupação com os resultados individuais das avaliações, não só com a média das escolas. "Não interessa a média da turma. Queremos saber quantos alunos atingiram essa média. Isso fortalece os resultados, pois sabemos onde é necessário melhorar", diz. 

Para fortalecer as escolas municipais, o Estado adota, desde 2009, uma lei de rateio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que leva em conta os resultados obtidos na educação - os melhores resultados recebem maior repasse. "Todo prefeito tem de saber a sua nota. Isso gera um maior envolvimento de todos os atores com a educação de seu município", diz o secretário.

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