No 1º Enem pós-cotas caem perguntas sobre Luther King e povos africanos

Candidatos reclamaram da quantidade de textos da prova de Ciências Humanas

Cristiane Nascimento, Davi Lira e Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

03 Novembro 2012 | 16h07

SÃO PAULO - No primeiro Enem após a aprovação da Lei de Cotas nas universidades federais, a prova de Ciências Humanas perguntou sobre Martin Luther King, defensor dos direitos civis dos negros americanos, e sobre o legado dos povos africanos na cultura brasileira.

 

A capacidade de interpretar textos foi bastante exigida dos candidatos. Algumas perguntas utilizaram trechos de obras dos filósofos Immanuel Kant, Charles de Montesquieu e Jürgen Habermas. Outras eram baseadas em fragmentos de reportagens jornalísticas.

 

O exame começou às 13h, horário de Brasília. Os estudantes podiam sair a partir das 15h, após resolver 45 testes de Ciências Humanas e outros 45 de Ciências da Natureza. As provas serão recolhidas às 17h30 pelos fiscais.

 

Enquanto sobrou texto, faltou gráficos na parte de Humanas. Só uma questão trazia um mapa, por exemplo. Outra tinha um quadrinho do Capitão América no qual ele batia em Adolf Hitler. A pergunta queria saber sobre qual fato histórico aquela cena se referia.

 

Na parte de Ciências da Natureza caíram perguntas sobre água, bem-estar da população, fotossíntese e geração de energia. Em uma das questões, a prova apresentava um terreno e perguntava qual tecnologia de geração de eletricidade seria ideal naquela área.

 

Um quadrinho do Garfield foi utilizado para perguntar sobre doenças. Outro destaque da prova foi a quantidade de questões de química orgânica e de cinemática.

 

“As questões de biologia e química estavam até mais fáceis do que a parte de Humanas. Só tinha texto enorme”, afirmou Hérica Patrocínio, de 22 anos, que prestou o exame no câmpus da Uninove na Barra Funda, zona oeste.

 

A estudante Mariana Moura, de 17, também reclamou da prova de Humanas. "Os textos estavam muito cansativos", disse. "E precisava estar afiado para acertar as questões de química." Ela fez o Enem na UniPaulistana, na Vila Mariana, zona sul.

 

Para a candidata Karine Brás, de 17, a quantidade de textos era "excessiva", mas os textos não eram tão longos como disseram outros estudantes. "Em duas horas dava para finalizar a prova.”

 

* Corrigida às 17h10

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